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Meio Ambiente

Barco que afundou no Rio Amazonas deve ser retirado hoje


 
Juliana Maya
Agência Brasil
 

Brasília - O barco Dona Zilda, que afundou no Rio Amazonas no último domingo (5), deve ser içado ainda hoje (7). O naufrágio ocorreu próximo ao município de Itacoatiara. Quatro mulheres e duas crianças continuam desaparecidas.

Segundo o coronel Antônio Dias, do Corpo de Bombeiros do Amazonas, as buscas pelos desaparecidos recomeçaram hoje de manhã e não têm previsão para terminar. Participam dos trabalhos cerca de 60 homens do Corpo de Bombeiros e da Marinha, com a ajuda de um helicóptero, de um navio e de outras embarcações menores. 

O coronel informa que as equipes trabalham com todas as possibilidades, inclusive de os desaparecidos terem nadado até à margem do rio. Ele também não descarta que alguns passageiros possam ter ficado presos nos camarotes do barco.

As águas do Rio Amazonas são muito escuras e o barco está a cerca de  37 metros de profundidade. Isso acaba dificultando as buscas, já que os mergulhadores só conseguem ficar por 12 minutos embaixo d'água. O coronel ressalta a importância de trazer o barco para a superfície o mais rápido possível.

O Dona Zilda naufragou por volta das 3h30 da madrugada do domingo, quando voltava de uma área conhecida como Arari, a 13 quilômetros de Itacoatiara. A embarcação teria batido em um banco de areia, próximo à margem direita do Rio Amazonas, antes de afundar. Quarenta e sete pessoas estavam a bordo, apesar de o barco ter capacidade para transportar 38 passageiros.

A Marinha está investigando as causas do naufrágio, e a conclusão deve sair em 90 dias.  Segundo informações do 9º Distrito Naval, com exceção do excedente de passageiros, a embarcação estava regularizada e tinha coletes salva-vidas. Ainda não se pode afirmar, no entanto, se todas as pessoas usavam os coletes.

A população pode denunciar irregularidades nas embarcações pelo telefone do Disque-Denúncia da Marinha, o 0800-280-7200.

 

 

 

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