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Meio Ambiente

Avião que caiu na Amazônia está submerso em um igarapé


 
Amanda Mota
Agência Brasil

O major-brigadeiro, Jorge Cruz de Souza e Mello, comandante do 7º Comando Aéreo da Amazônia informou há pouco, em Manaus, que a aeronave C-98 Caravan encontra-se submersa no Igarapé Jacurapá, na margem direita do Rio Ituí, no estado do Amazonas. Ele confirmou que o avião realizou pouso forçado e foi encontrado dez milhas fora de sua rota. "O piloto tem mais de mil horas de voo no Caravan e com certeza tomou a melhor decisão ao pousar no rio. Tudo indica que a aeronave está submersa 5 metros neste igarapé".

O local do acidente é uma área de mata fechada e de difícil acesso, o que dificultou o resgate dos nove sobreviventes. As operações de busca aos outros dois ocupantes desaparecidos: João de Abreu Filho, funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e o suboficial Marcelo dos Santos Dias, mecânico do avião, continuam sendo realizadas e irão continuar ao longo da noite, se necessário.

O trabalho de busca é executado por equipes de resgate da Força Aérea Brasileira (FAB) e do Exército Brasileiro que contam com oito aeronaves entre helicópterros e aviões. Mergulhadores da FAB foram acionados para ajudar nesta localização.

Indígenas da tribo Marubo também participam das operações de busca dos desaparecidos, fornecendo informações por meio de rádio amador, com auxílio da Fundação Nacional do Índio (Funai). Os três tripulantes resgatados moram em Manaus e devem retornar para a cidade ainda hoje. Os seis funcionários da Funasa, residem em Atalaia do Norte e Tabatinga e devem retornar as suas casas assim que forem liberados da avaliação médica. No momento, eles permanecem em Cruzeiro do Sul, no Acre, no Hospital Geral do Juruá.

Antes do acidente, a aeronave voava a 9 mil pés e emitou um sinal de alerta ao Salvaero, órgão da FAB responsável por operações de busca e resgate no país, 58 minutos após a decolagem de Cruzeiro do Sul, às 8h 30 no horário local. A dificuldade para localizar a aeronave, segundo Souza e Mello, ocorreu porque o sinal de alerta não informa o local onde a aeronave se encontrava.

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