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Meio Ambiente

Agricultores de PVH serão orientados a combater queimadas e denunciar os autores


 
A prefeitura de Porto Velho inicia nesta sexta-feira, 27, uma série de reuniões com os agricultores da capital para discutir a questão das queimadas no município. O encontro faz parte do Plano de Ação de Combate às Queimadas, lançado na última segunda-feira, 23, pelo prefeito Roberto Sobrinho, durante reunião com agricultores de vários distritos e comunidades rurais de Porto Velho.

De acordo com o cronograma estabelecido pela secretaria de meio ambiente (Sema), os encontros ocorrerão no período de 27/08 a 05/09. O primeiro, nesta sexta-feira, acontecerá no distrito de União Bandeirantes e o segundo no sábado, 28, com os trabalhadores rurais do Rio Pardo, na Floresta Nacional Bom Futuro.

No domingo, 29, pela parte da manhã, a equipe da Sema estará em Nova Califórnia e Extrema, e no período da tarde no distrito de Vista Alegre do Abunã. O ciclo de reuniões encerra no dia 05 de setembro com dois encontros. O primeiro pela manhã, em Jacy-Paraná e o segundo à tarde, no distrito de Abunã. “Seguindo as orientações do prefeito Roberto Sobrinho, vamos trabalhar na conscientização desses agricultores para que eles nos ajudem a combater as queimadas, uma prática considerada crime, tanto pelo Código Florestal como pela legislação municipal. Nossa meta é reduzir as queimadas que este ano atingiu níveis críticos”, adiantou o secretário adjunto da Semas, Telêmaco Lins.

Uma prévia do que ocorrerá nos distritos foi mostrado nesta quarta-feira, 26, a um grupo de agricultores no encontro ocorrido na sede da Agrovila Porto Verde. Na ocasião, o secretário adjunto da Sema, falou dos prejuízos provocados pelos incêndios ocorridos nas propriedades rurais, e pediu que os agricultores não provoquem queimadas sob hipótese nenhuma. “O solo tem uma camada de uns vinte centímetros, onde encontram-se os nutrientes necessários à fertilização do solo. Com o fogo essa camada fica toda comprometida e com a constância das queimadas essa fertilidade acaba, mesmo com a natureza se regenerando”, explicou.

Telêmaco também orientou aos presentes que denunciem os autores das queimadas, e alertou ainda, mesmo quem não provoca os incêndios e tem a propriedade queimada, por lei, corre o risco de ser também penalizado porque deixou o fogo se propagar sem denunciar o autor. “Nós seres humanos, somos responsáveis por nossas vidas, pelo bem estar, por nossa segurança, e principalmente, pela qualidade de vida de nossos filhos e das futuras gerações”, disse. As denúncias podem ser feitas pelos telefones 0800–647–1320 e 3901–1334.

O secretário adjunto falou ainda dos problemas relacionados às doenças provocadas pela fumaça. E lembrou que hoje, os hospitais de Porto Velho estão lotados de pacientes com doenças respiratórias, e os mais atingidos são as crianças e os idosos. Ele também lembrou das penalidades previstas na lei, aos criminosos que provocam queimadas. Além de multa que varia de R$ 4,8 mil a R$ 4 milhões, o autor pode ser condenado a cumprir pena de até dois anos de prisão, mais o cancelamento de financiamentos oficiais, caso seja beneficiário de alguma linha de crédito.

Fonte:  Joel Elias    
 

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