Porto Velho (RO) quinta-feira, 2 de abril de 2020
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Meio Ambiente

Acusado de mandar matar missionária americana Dorothy reivindica posse de lote



Posse de terra em nome de acusado de mandar matar missionária preocupa o governo


Ivan Richard
Enviado especial 
 

Altamira (PA) - O surgimento de um documento em que o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, reivindica a posse do lote 55, onde foi assassinada a missionária americana Dorothy Stang, no município de Anapu, sudeste do Pará, preocupa o governo federal pela repercussão negativa que o fato pode ter durante o Fórum Social Mundial 2009. O encontro, que será realizado em Belém, de 27 de janeiro a 1 de fevereiro de 2009, vai ter como tema a Amazônia.

Regivaldo é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da religiosa, em 2005. Ele chegou a ser preso, mas responde ao processo em liberdade. Ele é o único dos acusados de participação no crime que ainda não foi a julgamento.

O chefe da Unidade Avançada do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Altamira, no Pará, Ulair Batista Nogueira, foi convocado para ir a Brasília para explicar à direção nacional do órgão os acontecimentos na região.

Nogueira é o autor da ata do encontro, realizado no último dia 28, entre agricultores, assentados, representes do Incra e o próprio Regivaldo. No documento, Regivaldo propôs trocar 2,5 mil hectares de floresta do lote 55, onde hoje está sendo implementado o Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, por 500 hectares de pasto. O fazendeiro disse, segundo a ata, que possui documentos que comprovariam a posse da terra, que tem três mil hectares.

Foi por resistir à criação de gado no local que a religiosa foi assassinada.

Orientado para não falar com a imprensa, Nogueira disse hoje (14) que vai a Brasília para traçar as estratégias de ação que serão desenvolvidas em Anapu.

"Infelizmente, esse episódio inesperado pode ser o estopim para muita coisa no Fórum Mundial Social que, inclusive, será realizado em Belém", disse o chefe do Incra em Altamira à Agência Brasil.

Em Altamira, que fica a pouco mais de 150 quilômetros de Anapu e a 750 quilômetros da capital Belém, o clima é de tranqüilidade. É comum ver pela cidade viaturas da Polícia Federal e homens da Força Nacional de Segurança que atuam na Operação Arco de Fogo.

A delegada Daniela Soares Araújo, chefe da delegacia da PF no município, informou que o inquérito para apurar o encontro do último dia 28 já foi instaurado. Segundo ela, todos os envolvidos no episódio serão ouvidos, inclusive o próprio Regivaldo e o representante do Incra.

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