Porto Velho (RO) terça-feira, 10 de dezembro de 2019
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Hidrelétricas do Madeira

USINAS: Empresas já se preparam para dar seus lances


Construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa encabeçam consórcios em formação; interesse não pára de crescer

Renée Pereira

A lista de empresas interessadas em disputar as usinas do Rio Madeira tem ganhado nomes de peso nas últimas semanas.  Antes mesmo de a licença prévia ser liberada, grupos renomados, como CPFL, Cesp, Light, Alcoa e Votorantim, além de fundos de investimentos, já começavam a fazer estudos e buscar parceiros para participar do leilão da Hidrelétrica de Santo Antônio, a primeira a sair do papel.  A unidade terá capacidade de produzir 3.150 megawatts (MW) e exigirá investimentos de R$ 12 bilhões.

Até o momento as construtoras Odebrecht e Camargo Corrêa encabeçam dois consórcios em formação, que devem abrigar boa parte das companhias interessadas.  A Odebrecht, responsável pelos estudos de viabilidade econômica, social e ambiental, ao lado da estatal Furnas, deve contar com a participação de um fundo de investimento liderado pelos bancos Santander e Banif.  "Agora, com a liberação da licença, vamos acelerar a definição dos parceiros", informa o diretor da Odebrecht Investimentos em Infra-Estrutura, Irineu Meireles.

Em meados de junho, a construtora foi surpreendida pelo governo com a notícia de que Furnas não participará do leilão das hidrelétricas, como estava previsto.  As duas empresas iniciaram os estudos do rio em 2001 e entraram com o pedido de licença prévia em maio de 2005.  "Até bem pouco tempo ninguém acreditava na viabilidade desse empreendimento.  Só nós e Furnas", observa Meireles.

A Camargo Corrêa entrou em cena em dezembro do ano passado e tem trabalhado pesado para agrupar um número grande de empresas.  A construtora já foi procurada pelas principais distribuidoras do País (CPFL e Light), a geradora Cesp, Alcoa e Votorantim.  "A definição de um cronograma de edital e leilão vai facilitar a decisão dos investidores", diz o diretor-executivo da Amazônia Madeira Energética (Amel), João Canellas de Mello, da Camargo Corrêa.

Mas as duas construtoras devem ter concorrência na disputa por Santo Antônio.  A distribuidora do Rio de Janeiro, Light, já se movimenta para criar um consórcio só de concessionárias para participar do leilão.

Segundo o presidente da empresa, José Luiz Alquéres, a intenção é criar um grupo com 3 ou 4 distribuidoras de peso, com grande capacidade patrimonial.  Ele comenta que as conversas com possíveis parceiros já começaram e que há grande interesse.  Só faltava a licença prévia.

"No momento, estamos desenvolvendo estudos internos para saber qual a nossa capacidade de endividamento e qual o preço da energia seria mais competitiva para a empresa", diz ele, que defende que a geração das usinas do Madeira seja destinada ao serviço público, não aos autoprodutores, que também se interessam pelo empreendimento.

Outra empresa que está de olho nas hidrelétricas é a Companhia Energética de São Paulo (Cesp), cuja definição sobre uma possível privatização não foi definida ainda pelo Governador José Serra.  Segundo fontes do setor, a participação da geradora seria viável do ponte de vista de operação, já que a estatal opera cerca de 59 unidades.

Fonte: O Estado de S.Paulo

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