Porto Velho (RO) segunda-feira, 3 de agosto de 2020
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Hidrelétricas do Madeira

HIDRELÉTRICAS DO RIO MADEIRA: Eletrobrás fica fora dos leilões


O governo pretende mesmo tirar as estatais do Grupo Eletrobrás dos leilões das hidrelétricas do rio Madeira.  Segundo uma fonte oficial do setor, a orientação para tirar o grupo do leilão –garantindo ao vencedor a possibilidade de se associar à Eletrobrás, depois– tem total apoio da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), do Ministério de Minas e Energia e da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef.
Essa medida, cuja intenção é atrair mais investidores privados para o leilão, foi anunciada no mês passado pelo ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner.  Na segunda-feira, porém, em coletiva para comentar as licenças ambientais das usinas do Madeira, Hubner evitou responder a questões sobre a formação de consórcios.
Ministro cauteloso
Essa cautela, segundo a fonte, deve-se ao fato de o governo ainda estar analisando se, juridicamente, é possível tirar Furnas do leilão.  A estatal, controlada pela Eletrobrás, associou-se à Odebrecht para fazer estudos das duas usinas do Madeira e participar do leilão com a construtora.  O Grupo Estado tentou falar com um porta-voz da Odebrecht para comentar o assunto, mas não teve resposta.
O governo também está trabalhando para fazer outro leilão, sem o qual a energia das usinas do Madeira não terá utilidade: o da linha de transmissão que será construída para transportar a energia das usinas de Jirau e Santo Antonio até os principais mercados consumidores.
Licitação em junho
Segundo a EPE (Empresa de Pesquisa Energética), que faz os estudos técnicos, a previsão é de licitar a linha por volta de junho de 2008, cerca de oito meses depois do leilão da usina de Santo Antonio.  Assim, a construção poderia começar até o início de 2009.
Listada no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a linha de transmissão do Madeira terá cerca de 2.500 quilômetros e ligará as duas usinas a Araraquara, no interior de São Paulo.  O investimento a ser feito por quem vier a adquirir a concessão para construir a linha é avaliado em R$ 9 bilhões, mas poderá cair para R$ 6,3 bilhões.
Fonte: Jornal do Commercio 

 

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