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Feminicídio

No Agosto Lilás, exposição Nem Tão Doce Lar chega a Porto Velho para promover discussão sobre violência doméstica e familiar


Foto: Daniela Huberty - Gente de Opinião
Foto: Daniela Huberty

Nos dias 9 e 10 de agosto, a exposição Nem Tão Doce Lar chega a Porto Velho (RO) visando sensibilizar a sociedade para o tema da superação da violência doméstica e familiar. Trata-se de uma mostra itinerante e interativa, que possibilita a popularização da discussão e do enfrentamento à violência ao levar para o espaço público a representação de uma casa familiar com pistas que denunciam a violência sofrida por mulheres, crianças, jovens, pessoas idosas e com deficiência.

A iniciativa é da Fundação Luterana de Diaconia (FLD) e em Porto Velho será realizada em parceria com o Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), em ação conjunto das Promotorias de Justiça de Combate à Violência Doméstica (37ª e 59ª), Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAVIT), Centro de Apoio Operacional Unificado (CAOP-UNI), Ouvidoria das Mulheres e Escola Superior do Ministério Público (ESMPRO).

As atividades integram ações alusivas ao Agosto Lilás, campanha nacional, marcada pelo mês de agosto, que faz referência ao aniversário da Lei Maria da Penha, instituída pela Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Em 2023, a lei completa 17 anos.

Foto: Daniela Huberty - Gente de Opinião
Foto: Daniela Huberty

Além da exposição, a iniciativa conta com oficina de formação para acolhedoras e acolhedores, que será realizada no dia 8 de agosto, das 9h às 12h e 13h às 17h, no Auditório do MPRO (Rua Jamari, 1555 - Olaria).

A exposição será montada também no Auditório do MPRO e aberta para visitação pública das 9h às 12h e 13h às 17h, no dia 9, e das 9h às 12h e 13h às 16h, no dia 10. Durante a visita, é possível circular por diferentes cômodos da casa-exposição, identificar as pistas deixadas nos cenários e expor as impressões em uma roda de conversa conduzida pelas acolhedoras e acolhedores que participaram da formação.

Há também diversas tarjetas com informações a respeito dos diversos tipos de violência que podem acontecer no ambiente e convívio doméstico e familiar. Dessa forma, a iniciativa sensibiliza, propõe métodos preventivos e incentiva a denúncia.

Esta é a quinta vez que a Nem Tão Doce Lar chega a Rondônia e a segunda em Porto Velho. A casa-exposição também já foi montada em Espigão do Oeste, Ariquemes e Ji-Paraná, nos anos de 2014, 2018, 2019 e 2022. Na capital, esteve em 2019 com a mobilização de redes locais de apoio a partir das articulações feitas pelo MPRO.

Além de Porto Velho, a Nem Tão Doce Lar irá percorrer, neste ano, os municípios gaúchos de Pelotas, Porto Alegre e São Leopoldo, Afogados da Ingazeira (PE) e Niterói (RJ). Em 2023, a iniciativa já esteve nas cidades Santo Ângelo, Alegrete e Santa Maria (RS), Cachoeira e Salvador (BA), e Domingos Martins (ES).

Sobre a Nem Tão Doce Lar

A Nem Tão Doce Lar envolve uma metodologia de intervenção coletiva para a superação da violência doméstica e familiar, que possibilita a reflexão e promove a popularização da discussão desse tema, tantas vezes invisibilizado e naturalizado. Também fomenta o debate e a elaboração de estratégias de enfrentamento e de superação da violência a partir da criação e fortalecimento das redes de apoio nos municípios, pois envolve, de maneira prática e engajadora, organizações da sociedade civil, governamentais, instituições diaconais, universidades, escolas e comunidades religiosas. 

A mostra nasceu a partir de uma exposição internacional chamada Rua das Rosas, criada pela antropóloga alemã Una Hombrecher, com o apoio da agência Pão para o Mundo (PPM). A proposta inicial, que tinha ainda uma linguagem europeia, foi apresentada em Porto Alegre, de 14 a 23 de fevereiro de 2006, durante a 9ª Assembleia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI).

Essa primeira exposição esteve sob a coordenação da FLD, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e um consórcio de organizações da sociedade civil que atuam denunciando e construindo possibilidades de superação da violência. Posteriormente, a partir de um amplo processo de construção coletiva, a exposição recebeu um enfoque brasileiro.

O nome faz alusão à citação “Lar doce Lar”, muito comum em casas brasileiras. 

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