Porto Velho (RO) sábado, 22 de setembro de 2018
×
Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional - Gente de Opinião

Energia e Meio Ambiente - Internacional

ESBR e Coppe desenvolvem robô para monitorar comportas de Jirau


 
Fruto do programa de P&D da Aneel,
robô para operação de stoplogs vão
otimizar operação e manutenção na usina


 

Pedro Aurélio Teixeira
Agência CanalEnergia

 

A Energia Sustentável do Brasil e a Coppe-UFRJ estão desenvolvendo o projeto de um Robô para Operação de Stoplogs Alagados, que vai reduzir riscos e otimizar a operação. O produto vai ser usado no monitoramento da UHE Jirau (RO - 3.750 MW). A parceira foi formalizada nesta sexta-feira, 18 de julho, na sede da Coppe-UFRJ, no Rio de Janeiro (RJ). O Rosa começou a ser desenvolvido em outubro de 2013, deve ser concluído em fevereiro de 2015 e é fruto do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica. Os investimentos no projeto serão de R$ 4,3 milhões.
 

O robô subaquático vai atuar na inserção e retirada dos stoplogs, que são painéis das comportas de manutenção das hidrelétricas. Ele está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Controle e Automação, Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento da Coppe. A operação é feita atualmente com mergulhadores, que demoram de 24 a 48 horas na ação. De acordo com Isac Teixeira, diretor de operação da ESBR, o Rosa será de grande utilidade, uma vez que ele vai diminuir o número de dias em que uma turbina vai ficar em manutenção, aumentando a sua disponibilidade. "Quem ganha é a população, porque vai ter mais energia com a redução do tempo de parada", aponta.
 

O robô ainda vai cuidar da limpeza dos stoplogs, aonde geralmente se acumulam detritos que podem vir a interromper a operação. Ele vai possibilitar a obtenção de informações em tempo real e gerar aumento na eficiência, com a redução de falhas na operação. Outro ganho que o Rosa vai trazer é o aumento na segurança, já que o número de mergulhos vai ser reduzido. Segundo Ramon Costa, coordenador do projeto pela Coppe, cerca de 40 pessoas participarão do projeto.
 

O rio Madeira é um rio diferente, com muitos sedimentos e com água completamente turva, o que torna o trabalho dos mergulhadores complexo. "[O mergulhador] Ele vai pelo tato. O projeto é importante pelo número de comportas que tem na usina, que são várias", explica o coordenador. Para Victor Paranhos, presidente da ESBR, a UHE Jirau é uma usina repleta de desafios por estar no rio Madeira. Segundo ele, existe a possibilidade de em caso de êxito do projeto, ele ser replicado na usina de UHE Santo Antônio (RO – 3.580 MW), já que sã usinas que estão no mesmo rio.
 

Ele cita que a usina, com 50 turbinas na sua operação plena, caso conseguisse uma redução de três dias na sua manutenção teria um ganho de 150 dias de geração de máquinas. Ele exemplifica a utilidade do robô no processo de entrada em operação comercial da unidade geradora 05, que está atrasada. Segundo ele, a turbina ainda está em teste devido a dificuldade com a limpeza nos stoplogs. "Estou torcendo para que o projeto dê certo, porque hoje ele já estaria ajudando", observa.

Mais Sobre Energia e Meio Ambiente - Internacional

Hidrelétrica Santo Antônio comemora o Dia da Árvore com criação de bosque

Hidrelétrica Santo Antônio comemora o Dia da Árvore com criação de bosque

Na manhã de hoje, em comemoração ao Dia da Árvore, foi inaugurado um bosque na Hidrelétrica Santo Antônio. A área de mais de dois hectares, o equivale

Comissão da ALE aprova projetos que retiram incentivos das usinas do Madeira

Comissão da ALE aprova projetos que retiram incentivos das usinas do Madeira

Comissão também analisou outros projetos que seguem para votação em Plenário...

Sistema de transposição de peixes da UHE Jirau é referência

Sistema de transposição de peixes da UHE Jirau é referência

Sistema de Transposição de Peixes da UHE Jirau foi projetado pelos melhores especialistas no assunto