Porto Velho (RO) sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
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ESBR e Coppe desenvolvem robô para monitorar comportas de Jirau


 
Fruto do programa de P&D da Aneel,
robô para operação de stoplogs vão
otimizar operação e manutenção na usina


 

Pedro Aurélio Teixeira
Agência CanalEnergia

 

A Energia Sustentável do Brasil e a Coppe-UFRJ estão desenvolvendo o projeto de um Robô para Operação de Stoplogs Alagados, que vai reduzir riscos e otimizar a operação. O produto vai ser usado no monitoramento da UHE Jirau (RO - 3.750 MW). A parceira foi formalizada nesta sexta-feira, 18 de julho, na sede da Coppe-UFRJ, no Rio de Janeiro (RJ). O Rosa começou a ser desenvolvido em outubro de 2013, deve ser concluído em fevereiro de 2015 e é fruto do programa de Pesquisa & Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica. Os investimentos no projeto serão de R$ 4,3 milhões.
 

O robô subaquático vai atuar na inserção e retirada dos stoplogs, que são painéis das comportas de manutenção das hidrelétricas. Ele está sendo desenvolvido pelo Laboratório de Controle e Automação, Engenharia de Aplicação e Desenvolvimento da Coppe. A operação é feita atualmente com mergulhadores, que demoram de 24 a 48 horas na ação. De acordo com Isac Teixeira, diretor de operação da ESBR, o Rosa será de grande utilidade, uma vez que ele vai diminuir o número de dias em que uma turbina vai ficar em manutenção, aumentando a sua disponibilidade. "Quem ganha é a população, porque vai ter mais energia com a redução do tempo de parada", aponta.
 

O robô ainda vai cuidar da limpeza dos stoplogs, aonde geralmente se acumulam detritos que podem vir a interromper a operação. Ele vai possibilitar a obtenção de informações em tempo real e gerar aumento na eficiência, com a redução de falhas na operação. Outro ganho que o Rosa vai trazer é o aumento na segurança, já que o número de mergulhos vai ser reduzido. Segundo Ramon Costa, coordenador do projeto pela Coppe, cerca de 40 pessoas participarão do projeto.
 

O rio Madeira é um rio diferente, com muitos sedimentos e com água completamente turva, o que torna o trabalho dos mergulhadores complexo. "[O mergulhador] Ele vai pelo tato. O projeto é importante pelo número de comportas que tem na usina, que são várias", explica o coordenador. Para Victor Paranhos, presidente da ESBR, a UHE Jirau é uma usina repleta de desafios por estar no rio Madeira. Segundo ele, existe a possibilidade de em caso de êxito do projeto, ele ser replicado na usina de UHE Santo Antônio (RO – 3.580 MW), já que sã usinas que estão no mesmo rio.
 

Ele cita que a usina, com 50 turbinas na sua operação plena, caso conseguisse uma redução de três dias na sua manutenção teria um ganho de 150 dias de geração de máquinas. Ele exemplifica a utilidade do robô no processo de entrada em operação comercial da unidade geradora 05, que está atrasada. Segundo ele, a turbina ainda está em teste devido a dificuldade com a limpeza nos stoplogs. "Estou torcendo para que o projeto dê certo, porque hoje ele já estaria ajudando", observa.

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