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Energia e Meio Ambiente - Internacional

Desligamento de térmicas mais caras vai trazer redução de R$ 280 milhões nos custos, diz ONS


 
Segundo diretor-geral, valor é composto
pelo somatório de todas as térmicas já desligadas

Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia

O desligamento da térmica a óleo Potiguar III, recomendado na última reunião do Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico, vai colaborar para uma redução de R$ 280 milhões mensais nos custos de operação do sistema. A informação é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, que participou nesta segunda-feira, 10 de junho de seminário sobre transmissão realizado em São Paulo. De acordo com Chipp, o valor é o somatório do que já está sendo economizado com o desligamento de outras térmicas na reunião anterior.
 

Segundo o diretor-geral do ONS, a ideia é que a usina de Camaçari, na Bahia, seja a próxima a ser desligada pelo seu custo. Mas essa decisão ainda deve passar pelo conselho. "A usina de custo mais alto ainda em operação é Camaçari, com R$ 915 / MWh. Vamos acompanhar a evolução e apresentar ao CMSE as nossas recomendações", explica. Já foram desligados cerca de 400 MW do despacho térmico e 14.000 MW ainda estão sendo demandados.
 

Para ele, as previsões climáticas indicam que os próximos meses terão afluências melhores que as do ano passado, com exceção da região Nordeste, que continuará com níveis baixos. "O período seco não será tão seco". Ele indicou que os investimentos em previsões meteorológicas serão importantes daqui para frente e que estão em estudo três modelos internacionais de aprimoramento do atual.
 

Ele lembrou que o despacho térmico será mais comum nos próximos anos, devido à mudança no sistema, com hidrelétricas sem reservatórios. Ele ressaltou a importância de se incluir na matriz térmicas mais competitivas e que o estado de São Paulo pode colaborar com as usinas de biomassa. Antigo defensor de um leilão regional na região Sul, ele espera por uma solução para a UTE Uruguaiana, desligada por problemas no fornecimento de gás natural.
 

Chipp lembrou que atrasos na transmissão podem prejudicar as previsões do operador. Esperando receber de junho a novembro 1.000 MW médios de energia do Rio Madeira, problemas na liberação de equipamentos elétricos causam apreensão, mas caso esse atraso seja inevitável, o operador ainda poderia contar com o envio máximo de 800 MW desse montante. Ele pediu mais reforços nas interligações entre os submercados SE-CO/Sul e na exportação do Nordeste.

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