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Eleições 2012

Pe Ton: 'O PT pode tirar uma foto bonita no dia 7 de outubro'


Pe Ton: 'O PT pode tirar uma foto bonita no dia 7 de outubro' - Gente de Opinião

O deputado acredita que Fátima Cleide estará no segundo turno, e diz que essas eleições são uma grande chance para o PT de Rondônia se reestruturar

Liderança do PT em ascensão, oriundo da Zona da Mata, o deputado federal Padre Ton (PT) acredita que o partido pode “tirar uma foto bonita” no dia sete de outubro, elegendo bom número de prefeitos e vereadores para dar sustentação às políticas públicas do Governo Dilma. Sobre a divisão interna da legenda na capital, diz que se não está superada precisa superar. “Precisamos estar unidos, deixar as intrigas de lado e mirar principalmente no povo para que Fátima possa ser a prefeita de Porto Velho, dando continuidade a esse canteiro de obras iniciado pelo prefeito Roberto Sobrinho”. Membro da executiva estadual do partido, o deputado acredita que “até pela nominata de vereadores e vereadoras” Fátima Cleide estará no segundo turno. Ele conversou com o  Amazônia da Gente, na ultima segunda-feira (9):

AG - O senhor acredita que Porto Velho é uma das cidades com possibilidade do PT ganhar a eleição com a ex-senadora Fátima Cleide. Está superada a divisão interna?Pe Ton: 'O PT pode tirar uma foto bonita no dia 7 de outubro' - Gente de Opinião

Padre Ton- Se não estiver superada, precisa superar. Conversamos com o deputado Rui Falcão (presidente nacional do PT) com a presença de Roberto Sobrinho, e ele disse que precisamos superar os problemas internos. Está marcada aqui em Brasília uma reunião entre Roberto e Fátima junto com o presidente do PT. Tem muita obra em Porto Velho, por  exemplo um dos viadutos devem ser entregues até o final do mês, UPAs, asfalto, escolas e isso a gente precisa ligar com a candidatura da ex-senadora Fátima Cleide. E ouvi da boca do presidente do PT que não podemos perder em Porto Velho. Acredito que pela própria boa nominata de vereadores e vereadoras que a Fátima tem nós já estamos no segundo turno. No entanto, precisamos estar muito unidos, alinhavar as coisas, ver comoas pessoas do interior podem contribuir. Para qualquer partido ter a prefeitura de capital é muito importante. Por isso temos de deixar as intrigas de lado e mirar principalmente no povo, para que a Fátima possa ser a primeira mulher prefeita de Porto Velho, dando continuidade a esse canteiro de obras iniciado pelo prefeito Roberto Sobrinho. E já que a nossa capital é prioridade do governo, do PT nacional, para que a gente possa alavancar mais recursos para que a vida do povo se torne cada vez melhor.
 

AG - O senhor tem acompanhado a crise estabelecida no PT, a saída da deputada Epifânia Barbosa da direção estadual, o processo de reorganização do partido no interior. No momento em que estão definidas as candidaturas majoritárias e proporcionais o senhor vê o partido animado para as eleições?

Padre Ton- O PT está animado, lançou candidatos a vereador nos 52 municípios e em cerca de vinte municípios lançamos candidatos a prefeito, penso que em número de dez temos candidatos a vice. Essa eleição em Rondônia é a que o PT demonstra ter mais chances de aumentar o numero de prefeitos e prefeitas eleitos.
 

AG -O senhor atribui o entusiasmo à maneira como o partido está organizado?

Padre Ton - Apesar da decepção até no relacionamento com o partido, e principalmente durante essas duas últimas semanas, agora falando dos partidos em geral, quando se “vendem” legendas, e mesmo o PT, que é um dos modelos mais autênticos de organização partidária, andou fazendo intervenções por esse Brasil afora, a gente viu isso no Recife e em outras cidades a executiva nacional impondo alianças para se coligar com partidos que até então eram questionáveis, em Rondônia nós respeitamos a democracia interna do partido. Cada diretório foi responsável para fazer as suas discussões e tomar as suas decisões. Eu me senti feliz dever agora depois de 25 anos de abertura democrática e 32 anos do PT pessoas simples, entre elas operários, lavradores, professores, pescadores, quilombolas, índios e mulheres, gente do povo, colocando seu nome à disposição para ser um vereador ou vereadora ou para ser candidato a prefeito ou um vice. Se respeitou muito a democracia interna e essas eleições de outubro são uma grande chance para o PT de Rondônia se reestruturar e vindo interessantemente lá de baixo.
 

AG - O senhor esteve na conferência eleitoral do PT, em Ji-Paraná. Qual a avaliação que o senhor faz desse encontro, antes da largada na campanha? 

Padre Ton- Tivemos dois encontros de formação. Um em Porto Velho e outro em Cacoal com o pessoal do interior. No ultimo sábado, na conferência, mais de 300 pessoas, a maioria do interior, estiveram presentes. Vi de forma positiva as pessoas com um sorriso de esperança e vontade de vencer, de colocar em prática um projeto coletivo de transformação social nos municípios.
 

Gente de OpiniãoAG - De modo prático, do que tratou a conferência?

Padre Ton- Foi um tempo curto, de apenas um dia. Discutimos a questão da comunicação. Municípios como Jaru, Ariquemes, Vilhena, Rolim de Moura, Ouro Preto, Presidente Médici, Espigão, Pimenta Bueno e Ji-Paraná são hoje muito urbanos, com 70% da população nas cidades. Existe rádio, televisão, Internet etc. O uso das redes sociais está forte. Então penso que poderíamos ter tido mais tempo para aprofundar na questão do uso da comunicação em geral. Porque não temos condições financeiras de contratar até marqueteiro para orientar e ajudar na discussão eleitoral. Mas mesmo com pouco tempo foi importante. Depois discutimos os cuidados com as finanças, prestação de contas, para não acontecer o que quase inviabilizou algumas candidaturas estratégicas. E outro ponto é a questão jurídica. Quem quer ser candidato precisa pensar com antecedência, precisa ter um grupo de apoio, porque nenhuma candidatura vem no vácuo sozinha, precisa ter grupo de sustentação e outro ponto ter uma coordenação, já que o sistema político é privado, é preciso levantar fundos de campanha.  Nos Estados Unidos, eles mandam email pedindo doação. O país tem tradição em relação a isso.

No Brasil é muito negativa essa questão de empresa ter de patrocinar candidato x ou y. O sistema privado está falido, precisamos fazer uma reforma política para que tenhamos aprovado aqui o financiamento político de campanha. Mas enquanto tem o privado a gente precisa se organizar porque vamos disputar com jogadores que vem bem vestido, com chuteira, que vem com toda estrutura contra um simples candidato a vereador ou prefeito. Na coordenação é importante ter alguém que levanta os recursos, alguém que vai fazer a contabilidade e outro que cuida do jurídico. No final a discussão foi com essas preocupações. Para que os candidatos sendo eleitos possam assumir e prestar um serviço ao povo e também possam se candidatar em eleições futuras; porque as normas eleitorais são tão rígidas e instáveis que um bom político pode também se tornar um ficha suja por causa das exigências da própria legislação brasileira e também por desconhecê-la.  
 

AG– Qual sua expectativa em relação ao numero de vereadores?

Padre Ton- O PT, no âmbito nacional e estadual, sempre teve a tradição de eleger legisladores. Hoje temos no Brasil cerca de 500 prefeitos. É pouco para um partido que governa o país pela terceira vez e quer implementar verdadeira transformação social.  Em Rondônia temos cerca de 59 vereadores, acredito que com o afã da própria campanha o PT possa ampliar para chegar até 80 ou 90 vereadores.
 

AG –E o número de prefeitos, qual é a expectativa?

Padre Ton- Temos chance em cerca de dez cidades. Não querendo ser arrogante a gente vê com possibilidade Guajará-Mirim, Porto Velho, Jaru, Novo Horizonte, uma cidade pequena, Nova Mamoré; temos chances visíveis em Buritis e podemos  governar Teixeiropolis pela terceira vez seguida; podemos reeleger em Cacoal; precisamos retomar Alto Alegre dos Parecis e temos uma grande chance de voltarmos a governar São Miguel do Guaporé, a mais importante cidade do Vale do Guaporé.  Lançamos candidatos a prefeitos em cerca de vinte municípios, mas é importante ressaltar que eleição só se ganha depois que se conta os votos. E temos cidades com possibilidade de ser vice, como Pimenta Bueno, continuar em Espigão do Oeste, São Francisco, São Felipe e Vale do Anari, onde já governamos, temos chance de retornar ali. Acho que o PT pode tirar uma foto bonita no dia sete de outubro às seis da tarde, uma foto melhor, para dar sustentação à presidenta Dilma Rousseff e quem sabe em 2014 a gente possa oferecer um nome com substância para melhorar o estado de Rondônia.
 

AG- Qual será a participação do deputado Padre Ton nesta campanha do PT em Rondônia?

Padre Ton- É uma carga grande, são muitos municípios, 52 ao todo, dentre estes os que tem candidatura majoritária.O partido tem cobrado, nossos candidatos, estamos nos organizando, recebendo convites, estamos lançando as candidaturas. Conversamos com a direção nacional, que vai oferecer a imagem de figuras do PT, como a presidenta Dilma Rousseff, o presidente Lula fez gravações e eu como deputado federal já fiz gravações. Vou estar presente onde o município considerar que precisa da presença do deputado. O PT só conta comigo na bancada federal, então o partido tem de se organizar bem. Tem também o prefeito Roberto Sobrinho e vamos contar em alguns lugares com a deputada Epifânia.

Fonte: Mara Paraguassu / Amazônia da Gente

 

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