Segunda-feira, 17 de novembro de 2025 - 20h17

A
colonização dirigida de Rondônia, nas décadas de 1970 e 1980 visou reduzir os
tensionamentos em outras regiões do Brasil apregoando terras em abundância na
Amazônia. O estado de Rondônia foi um dos principais destinos de uma massa de
migrantes em busca de terra, mas que esbarrou na burocracia e corrupção
estatal, grilagem de terras por grandes empreendimentos agropecuários nacionais
e transnacionais e o uso da violência contra posseiros.
A
história se repetia em 1995, quando uma desastrosa operação da PM de Rondônia,
vitimou centenas de agricultores, entre mortos, feridos, torturados e
sequelados. NO DIA 9 DE AGOSTO de 2025, completaram-se 30 anos do chamado
“Massacre de Corumbiara”, episódio que “ganhou repercussão mundial em razão
dos assassinatos e das atrocidades praticadas por policiais e pistoleiros
contra camponeses na Fazenda Santa Elina. Os latifundiários, mandantes da
brutal selvageria, buscavam frear a luta pela terra no estado. No entanto, tal
intento mostrou-se em vão. Desde então, inúmeras ocupações de terras e
sucessivos enfrentamentos entre pistoleiros e camponeses transformaram o campo
rondoniense em um espaço marcado por conflitos agrários”, analisa o Prof.
Dr. Ricardo Gilson da Costa Silva, Doutor em Geografia, estudioso da Questão
Agrária e um dos organizadores do evento e coordenador do GTGA/UNIR.
“À época,
os agricultores foram cercados pela madrugada por pistoleiros vestidos de farda
e policiais. Resistiram com o que podiam: espingardas, foices, facões,
estilingues e agiram em legítima defesa buscando proteger suas famílias. O
comando da operação policial alegou que os camponeses empregaram ‘táticas de
guerrilha’, mas omitiu as atrocidades que envolveu tortura, execuções e terror
físico e psicológico obrigando, entre outras barbaridades, a agricultores
comerem cérebro de outros camponeses mortos. Na atualidade, se apregoa o mesmo
discurso para atacar famílias de posseiros em várias localidades de Rondônia,
sejam organizadas por movimentos ou não. O que mudou de lá pra cá?”,
questiona o prof. Dr. Márcio M. Martins, do NEHLI/IFRO e HISTEDBR/UNIR, que
também está organizando o evento.
Segundo a professora Marilsa Miranda de Souza, do HISTEDBR/UNIR, “O evento tem como tema A Atualidade da questão agrária na passagem dos 30 anos da resistência camponesa de Corumbiara terá uma extensa programação de debates e lançamento de livros. O evento reunirá vários pesquisadores de Rondônia que têm estudado a temática agrária e terá como uma das debatedoras a Prof.ª Drª Helena Angélica de Mesquita, docente aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) e grande estudiosa de Corumbiara e da Questão Agrária, que acompanhou todos os acontecimentos desde Corumbiara até o julgamento dos anos posteriores que inocentou os mandantes e o comando da PM”.

A programação do dia 20 de novembro (quinta-feira) prevê uma homenagem aos mártires de Corumbiara, seguido de duas mesas de debate intituladas: “30 ANOS DO MASSACRE E RESISTÊNCIA CAMPONESA NA FAZENDA SANTA ELINA EM CORUMBIARA” e “A CRIMINALIZAÇÃO DA LUTA PELA TERRA EM RONDÔNIA”. No dia 21 de novembro (sexta-feira), a programação prevê um cine debate com os filmes sobre o massacre de Corumbiara, a mesa de debate “A QUESTÃO AGRÁRIA EM RONDÔNIA E O AVANÇO DO AGRONEGÓCIO”. As mesas serão compostas por pesquisadores e estudiosos da Questão Agrária, advogados populares e representantes de Movimentos Sociais do campo.
Ainda no dia 21 de novembro, serão lançadas duas obras: “RONDÔNIA: QUESTÃO AGRÁRIA E MEMÓRIA DA RESISTÊNCIA CAMPONESA DE CORUMBIARA”, publicado pela Edições Amazônia PPGG/UNIR e Temática Editora e Cursos, reunindo 15 capítulos que abordam o massacre de Corumbiara e as dinâmicas territoriais agrárias do estado; e o livro “NOSSA PRIMAVERA COMEÇA EM AGOSTO” (editora Dialética) de autoria da pesquisadora Maria Estélia de Araújo.
As inscrições para o evento podem ser feitas por meio do link: https://abrir.link/WCDSH e estarão abertas até o dia 19 de novembro. Toda programação será realizada no auditório da UNIR CENTRO e terá início às 08:30 do dia 20/11. O controle de presença será feito no local mediante credenciamento e a emissão do certificado final estará condicionada a isso.
Grupo de Pesquisa
História, Sociedade e Educação no Brasil - HISTEDBR/UNIR
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