Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Educação

Enade divide opiniões de estudantes


Débora Zampier
Agência Brasil

Brasília – Estudantes que fizeram a prova do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) neste domingo (6) mostraram que, mesmo depois de sete anos de tradição, a aplicação da prova ainda divide opiniões. Nesta edição, 376 mil universitários que estão em fase de conclusão de curso foram convocados para o exame, que é condição obrigatória para a retirada dos diplomas.

A maior crítica é a suposta ineficiência de um único exame, com 40 questões, para avaliar o conteúdo de um curso que leva anos para ser concluído. “Eu acho que não é uma forma eficaz de avaliar, porque muita coisa lá de trás do curso eu não lembro mais, mas por outro lado os temas foram pertinentes com a área e eu acho que é o mínimo que o estudante deve saber. Em geral, eu acho que o Enade está mais para o bom que para o ruim”, disse Yuri Vieira, do curso de ciências biológicas.

Apesar de criticar a metodologia da prova - perguntas grandes, foco em algumas áreas do conhecimento em detrimento de outras - sua colega de curso também é favorável ao Enade. “Ao contrário do que muitos dizem, não acho que o Enade é só para a universidade. Eu acho que é importante para saber se você está conseguindo guardar alguma coisa depois do curso”, comentou Thâmise de Carvalho.

Outro ponto polêmico é a obrigatoriedade do exame, já que muitos alunos vão fazer a prova apenas para garantir o diploma e não levam a avaliação a sério. “Na minha sala, várias pessoas entregaram a prova 15 minutos depois de ter começado. Seria melhor que só fosse quem realmente quer ser avaliado”, disse Isabela Gardés, do curso de arquitetura. Graziella Queiroz, também do curso de arquitetura, destacou que não iria fazer a prova se não fosse obrigada. “Dizem que o Enade serve para avaliar os cursos, mas antes não existia, e, de alguma forma, se analisava a faculdade."

Aluna do curso de pedagogia, Silvana de Araújo acredita que a maior parte dos estudantes criticam a obrigatoriedade porque não querem perder um domingo de folga. “A prova não é difícil, e mesmo que não fosse obrigatório eu viria para me avaliar e para saber como o meu curso está em relação aos outros. Mas sei que a maioria das pessoas não pensa assim”. Sua única sugestão é que o exame fosse aplicado ao longo do curso, ou que, pelo menos, a mesma turma realizasse a prova quando entra e quando sai da faculdade.

Gente de OpiniãoSexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Inscrições para cursos profissionalizantes presenciais estão abertas até 5 de março, em Porto Velho

Inscrições para cursos profissionalizantes presenciais estão abertas até 5 de março, em Porto Velho

Além da oferta de 15 cursos técnicos em Porto Velho neste semestre, o governo de Rondônia mantém uma agenda de capacitação para quem quer atualizar

Reta final de inscrições para o Partiu IF: 520 vagas são ofertadas pelo IFRO em 9 municípios de Rondônia

Reta final de inscrições para o Partiu IF: 520 vagas são ofertadas pelo IFRO em 9 municípios de Rondônia

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO) está nos últimos dias de inscrições para o Curso de Formação Inicial e Cont

UNIR está com inscrições abertas para 47 vagas de professor efetivo

UNIR está com inscrições abertas para 47 vagas de professor efetivo

A Universidade Federal de Rondônia (UNIR) segue recebendo inscrições para o concurso público que selecionará 47 professores efetivos do Magistério Sup

Aulas de 17 turmas de cursos técnicos que motivam jovens para ingressar no mercado de trabalho tem início, em Porto Velho

Aulas de 17 turmas de cursos técnicos que motivam jovens para ingressar no mercado de trabalho tem início, em Porto Velho

A ampliação da oferta de cursos técnicos em Porto Velho atrai cada vez mais estudantes da Capital que buscam a inserção no mercado de trabalho. Tive

Gente de Opinião Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)