Sexta-feira, 13 de dezembro de 2024 - 11h03

Um levantamento da
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que
este é um bom momento para quem tem formação técnica se recolocar no mercado.
Com os menores níveis de desemprego da série histórica pesquisada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o cenário do mercado de
trabalho é de escassez de mão de obra qualificada, com registro acima de 35%,
fazendo com que os setores elevem os salários iniciais na busca por
profissionais para as vagas abertas. Para chegar ao percentual, a entidade
considerou as 203 profissões mais representativas do mercado formal e confirmou
a tendência – observada desde o fim da pandemia – de falta de trabalhadores
qualificados. O estudo considerou os dados dos 12 meses encerrados em outubro
de 2024.
O
setor de serviços foi o que sinalizou as maiores altas dos salários de contratação.
No período, o aumento para o cargo de técnico em secretariado foi de 17,3%,
enquanto o de professor de nível superior na educação infantil (de 4 a 6 anos)
foi de 14,6%. As duas ocupações lideram o ranking de aumento salarial entre as
principais profissões com indícios de escassez. Para efeitos comparativos, em
relação a outubro de 2023, o salário médio de admissão no País subiu 5,75%
(1,2% em termos reais). “Com o mercado de trabalho registrando nível de
desemprego histórico, em 6,4%, este impacto já era esperado. A taxa de
crescimento da economia superou as expectativas na primeira metade do ano, e o
crescimento do PIB contribui para este fenômeno, assim como outros fatores,
como a redução da população na força de trabalho”, afirma o presidente do
Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Menos
trabalhadores procurando emprego
Conforme
o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, a falta de
profissionais tem sido observada em momentos de crescimento econômico,
especialmente após 2020, quando mais vagas foram abertas com o mercado em
expansão. “O aumento salarial inicial é consequência direta da disputa entre
empresas por mão de obra qualificada”, explica Bentes. Em momentos de retração
da economia brasileira, ocorre o inverso: segundo o economista, com menos
oportunidades de trabalho e de aumento salarial, a escassez de profissionais
chega a zero.
De
acordo com dados do IBGE, o terceiro trimestre de 2024 fechou com 62,4% de
participação da força de trabalho em relação à população total do País,
enquanto no período pré-pandemia atingiu 63,6%. A diferença percentual representa
3 milhões de pessoas a menos à procura de emprego.
Setor
de serviços aquecido
O
estudo da CNC ainda chama a atenção para outras profissões do setor de serviços
que receberam destaque por conta da sobra de vagas em relação à quantidade de
profissionais disponíveis. São os casos dos cargos de técnico de enfermagem,
que teve 10,6% de acréscimo no salário inicial; de técnico de vendas, com
aumento de 9,5% na hora da contratação; de professor de nível superior na
educação infantil (0 a 3 anos), com valor 9,2% maior; de fisioterapeuta geral,
com aumento de 8,6%; de zelador de edifício, com 8,3%; e de auxiliar de
pessoal, com 8,3%.
Os
números de setembro da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, já haviam
mostrado o aquecimento do setor, cujo crescimento de 1% no mês superou as
expectativas. Atualmente, o volume de receitas está 16,4% acima do registrado
em fevereiro de 2020, mês anterior à pandemia.
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