Domingo, 15 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Economia

Setor de serviços foi o que mais elevou salários iniciais em busca de profissionais qualificados, com aumento de até 17,3%

Estudo da CNC sobre escassez de mão de obra aponta oportunidades de trabalho para quem tem nível técnico


Setor de serviços foi o que mais elevou salários iniciais em busca de profissionais qualificados, com aumento de até 17,3% - Gente de Opinião

Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indica que este é um bom momento para quem tem formação técnica se recolocar no mercado. Com os menores níveis de desemprego da série histórica pesquisada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o cenário do mercado de trabalho é de escassez de mão de obra qualificada, com registro acima de 35%, fazendo com que os setores elevem os salários iniciais na busca por profissionais para as vagas abertas. Para chegar ao percentual, a entidade considerou as 203 profissões mais representativas do mercado formal e confirmou a tendência – observada desde o fim da pandemia – de falta de trabalhadores qualificados. O estudo considerou os dados dos 12 meses encerrados em outubro de 2024.

O setor de serviços foi o que sinalizou as maiores altas dos salários de contratação. No período, o aumento para o cargo de técnico em secretariado foi de 17,3%, enquanto o de professor de nível superior na educação infantil (de 4 a 6 anos) foi de 14,6%. As duas ocupações lideram o ranking de aumento salarial entre as principais profissões com indícios de escassez. Para efeitos comparativos, em relação a outubro de 2023, o salário médio de admissão no País subiu 5,75% (1,2% em termos reais). “Com o mercado de trabalho registrando nível de desemprego histórico, em 6,4%, este impacto já era esperado. A taxa de crescimento da economia superou as expectativas na primeira metade do ano, e o crescimento do PIB contribui para este fenômeno, assim como outros fatores, como a redução da população na força de trabalho”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.

Menos trabalhadores procurando emprego

Conforme o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes, a falta de profissionais tem sido observada em momentos de crescimento econômico, especialmente após 2020, quando mais vagas foram abertas com o mercado em expansão. “O aumento salarial inicial é consequência direta da disputa entre empresas por mão de obra qualificada”, explica Bentes. Em momentos de retração da economia brasileira, ocorre o inverso: segundo o economista, com menos oportunidades de trabalho e de aumento salarial, a escassez de profissionais chega a zero.

De acordo com dados do IBGE, o terceiro trimestre de 2024 fechou com 62,4% de participação da força de trabalho em relação à população total do País, enquanto no período pré-pandemia atingiu 63,6%. A diferença percentual representa 3 milhões de pessoas a menos à procura de emprego.

Setor de serviços aquecido

O estudo da CNC ainda chama a atenção para outras profissões do setor de serviços que receberam destaque por conta da sobra de vagas em relação à quantidade de profissionais disponíveis. São os casos dos cargos de técnico de enfermagem, que teve 10,6% de acréscimo no salário inicial; de técnico de vendas, com aumento de 9,5% na hora da contratação; de professor de nível superior na educação infantil (0 a 3 anos), com valor 9,2% maior; de fisioterapeuta geral, com aumento de 8,6%; de zelador de edifício, com 8,3%; e de auxiliar de pessoal, com 8,3%.

Os números de setembro da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), do IBGE, já haviam mostrado o aquecimento do setor, cujo crescimento de 1% no mês superou as expectativas. Atualmente, o volume de receitas está 16,4% acima do registrado em fevereiro de 2020, mês anterior à pandemia.

Confira aqui o estudo completo

Gente de OpiniãoDomingo, 15 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Contrata+Brasil abre mercado para 13 mil MEIs em escolas públicas de Rondônia

Contrata+Brasil abre mercado para 13 mil MEIs em escolas públicas de Rondônia

Mais de 900 escolas públicas de educação básica de Rondônia que recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) agora podem contrata

 Reforma Tributária deve alterar dinâmica econômica de Rondônia, e especialistas destacam necessidade de preparação técnica até 2026

Reforma Tributária deve alterar dinâmica econômica de Rondônia, e especialistas destacam necessidade de preparação técnica até 2026

A Reforma Tributária, atualmente em fase de regulamentação, deve provocar mudanças significativas na dinâmica econômica de Rondônia, especialmente e

Teto do Simples com defasagem de 82,2%. Ninguém aguenta mais!

Teto do Simples com defasagem de 82,2%. Ninguém aguenta mais!

Entidades que representam MEIs, Micro e Pequenas Empresas têm pressionado o Congresso Nacional por mudanças nas regras de faturamento e tributação d

Redução da jornada de trabalho teria custo similar ao de reajustes históricos do salário mínimo, aponta Ipea

Redução da jornada de trabalho teria custo similar ao de reajustes históricos do salário mínimo, aponta Ipea

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos d

Gente de Opinião Domingo, 15 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)