Segunda-feira, 27 de dezembro de 2021 - 09h33

Com menos
feriados nacionais caindo em dias úteis em 2022, as perdas do comércio tendem a
ser menores do que em 2021. É o que aponta a pesquisa realizada pela
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a
análise, neste ano, o comércio varejista sofreu um prejuízo de R$ 22,11
bilhões, enquanto em 2022 a previsão é que as perdas sejam 22% menores (R$
17,25 bilhões).
Atualmente, o
calendário conta com nove feriados nacionais: Dia da Confraternização Universal
(1º de janeiro), Paixão de Cristo (Sexta-feira Santa), Tiradentes (21 de
abril), Dia do Trabalhador (1º de maio), Independência do Brasil (7 de
setembro), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro), Dia de Finados (2 de
novembro), Proclamação da República (15 de novembro) e Natal (25 de dezembro).
Carnaval e Corpus Christi são considerados dias de ponto facultativo.
Em 2021,
excetuando-se o Dia do Trabalhador e o Natal (ambos celebrados em sábados, dia
de expediente reduzido no varejo), os demais feriados nacionais ocorreram em
dias úteis para o comércio, impactando a rentabilidade do setor. Em 2022, as
duas datas cairão em domingos e o Dia da Confraternização Universal será em um
sábado, reduzindo a sete o número de feriados em dias úteis.
Cada feriado
em dia útil gera um prejuízo R$ 2,46 bilhões ao varejo, reduzindo a
rentabilidade anual média do setor comercial como um todo em 1,29%. E,
considerando todas as atividades econômicas, provoca um impacto de R$ 10,12
bilhões na geração do Produto Interno Bruto (o equivalente a 0,12% do PIB
anualizado). Sendo assim, os feriados de 2022 deverão impactar o excedente operacional
do comércio em 9,0%.
O presidente
da CNC, José Roberto Tadros, lembra que há dois lados da situação. “Apesar de
favorecer atividades econômicas específicas, como as turísticas por exemplo,
para boa parte dos demais setores da economia a maior incidência de feriados em
dias úteis tende a gerar prejuízos, por conta da queda no nível de atividade ou
pela elevação dos custos de operação”, afirma Tadros.
Hiper e supermercados devem ser os mais afetados
Ainda de
acordo com a pesquisa, os ramos de atividade em que a relação entre folha de
pagamento e faturamento se mostra mais elevada tendem a sofrer os maiores
impactos. A estimativa é que, juntos, os segmentos de hiper e supermercados (R$
3,33 bilhões); de vestuário e calçados (R$ 2,83 bilhões) e o comércio automotivo
(R$ 2,63 bilhões), que concentram 55% das folhas de pagamento do comércio
varejista brasileiro, respondam por mais da metade (51%) das perdas.
O economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, destaca a maneira como isso comprime as margens de operação do varejo. “Por mais que as vendas possam ser parcialmente compensadas nos dias imediatamente anteriores ou posteriores, o peso relativamente elevado da folha de pagamento na atividade comercial é a principal fonte dos prejuízos impostos pelos feriados”, informa o economista.
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