Quarta-feira, 27 de julho de 2022 - 20h34

A questão
inflacionária no Brasil tem um componente histórico muito forte, na avaliação
do economista Otto Nogami. Começou na década de 60 com os investimentos
públicos para melhorar a infraestrutura do país. Com o aumento dos gastos públicos
e a elevação do endividamento externo, o país passou a emitir mais moedas
ocasionando o excesso de liquidez, e esse desequilíbrio resultou na elevação
dos preços.
Após a crise
internacional do petróleo, nos anos 70, as taxas de inflação na economia brasileira
foram ainda mais altas que teve como consequência a “década perdida” dos anos
80. Foram pouco mais de 15 anos com inflação na casa dos dois dígitos, criando
um efeito recessivo e prejudicando os mais pobres.
Em 1989, o governo
lançou o Cruzado Novo que causou um desajuste importantes na economia nacional.
Foi o Plano Real que selou o fim das altas inflações e da instabilidade
monetária, lançado em 1994. Atualmente com a pós-pandemia o
desequilíbrio inflacionário ressurge, prejudicando o funcionamento da economia
e encurtando o dinheiro no bolso dos brasileiros. Porém, é importante saber que
a elevação generalizada nos preços não é uma condição apenas do Brasil. Europa
e Estados Unidos também enfrentam o mesmo problema, com inflação acima de 10% e
9,1% respectivamente.
Assista : https://youtu.be/N94sS-7UxUI
Na economia só boas
notícias para quem produz
O Fundo Monetário
Internacional (FMI) elevou de forma expressiva a estimativa para o crescimento
da atividade brasileira, neste ano, apesar das dificuldades enfrentadas pela
economia global. Na revisão das estimativas em seu relatório Perspectiva
Econômica Global, divulgado hoje (26), o FMI passou a estimar o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano em 1,7%, bem acima da taxa de
0,8% calculada em abril. Para 2023, o relatório do FMI indica que a expansão da
atividade será de 1,1%, 0,3 ponto percentual a menos do que o previsto em
abril. Se no crescimento os números alegram, no tocante a inflação e queda de
preços, deixa o quadro melhor ainda, pois o Índice de Preços ao Consumidor
Semanal (IPC-S) registrou deflação de 0,44% na terceira leitura de
julho. Com a redução do ICMS de combustíveis, energia e telecomunicações
os preços desses itens devem continuar caindo no restante do mês, abrindo
caminho para a primeira uma 1ª deflação mensal, podemos estende-la até para o
mês de agosto.
PRONAMPE começa para
valer e tem R$70 bilhões para pequenas empresas
A partir do 25.07, os
interessados em contratar empréstimos pelo Programa Nacional de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas (Pronampe) já podem procurar as instituições financeiras.
Criado há pouco mais de dois anos para socorrer empresários durante a pandemia
de covid-19, o programa oferece empréstimos para pequenas empresas com juros
mais baixos e prazo maior para começar a pagar. O dinheiro pode ser usado para
investimentos, como aquisição de equipamentos ou realização de reformas, e para
despesas operacionais, como salário dos funcionários, pagamento de contas e
compra de mercadorias. Em junho do ano passado, o programa tornou-se permanente
e, mais recentemente, incluiu microempreendedores individuais (MEI) e empresas
de médio porte. A última mudança foi feita em junho que determina a necessidade
do compartilhamento de informações sobre o faturamento do pequeno
negócio. O valor tomado poderá ser parcelado em até 48 parcelas, sendo
o máximo de carência de 11 meses e mais 37 parcelas para pagamento. A taxa de
juros anual máxima será a mesma da taxa Selic, hoje em 13,25% ao ano, acrescida
de 6%. O prazo para começar a pagar o empréstimo é de 11 meses.
Inflação e a
maquiagem de produtos nas prateleiras
Produtos em
embalagens iguais, mas com ingredientes diferentes e/ou em menor quantidade?
Isso tem acontecido nos supermercados brasileiros, fruto da alta da inflação
que além de elevar os preços reduz a quantidade do produto ou troca ingredientes
por outros mais baratos, sem alterar o preço.
Segundo o advogado
Marcos Bernardini, a lei brasileira é taxativa quanto ao direito de o
consumidor saber da mudança por pelo menos três meses, conforme Código de
Defesa do Consumidor. Sendo assim, se você comprou um produto nessas condições
pode reclamar a própria empresa ou ao Procon.
Nova Carteira de
Identidade Nacional começa a ser emitida hoje
Hoje, começa a ser
emitida a nova carteira de identidade nacional, documento que adotará o número
de inscrição do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) como “registro geral, único e
válido para todo o país”. O primeiro estado a emitir a carteira será o Rio
Grande do Sul, a partir desta terça-feira (26). Em seguida, virão Acre,
Distrito Federal, Goiás, Minas e Paraná. Não há ainda previsão para os demais
estados. A nova identidade vem com um QR Code, que pode ser lido por qualquer
dispositivo apropriado, como um smartphone, o que permitirá a validação
eletrônica de sua autenticidade, bem como saber se ele foi furtado ou
extraviado. Essa nova versão do documento de identificação servirá também de
documento de viagem, devido à inclusão de um código de padrão internacional
chamado MRZ, o mesmo usado em passaportes. O novo Registro Geral (RG) terá
validade de dez anos para pessoas com até 60 anos de idade. Para os maiores de
60 anos, o RG antigo continuará valendo por tempo indeterminado.
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