Sábado, 15 de maio de 2021 - 16h47

A palavra Startup ficou reconhecida como a designação de uma empresa
jovem com um modelo de negócio repetível e escalável, que, num cenário de
incertezas, busca desenvolver novas soluções para os problemas existentes.
Mesmo que não se limite aos negócios digitais, uma startup exige que se faça
inovação para não ser considerada uma empresa de modelo tradicional. A sua
grande importância deriva de que são, cada vez mais, as inovações que estão
transformando a vida das pessoas. As startups, de fato, substituem processos velhos, “enferrujados”, e revolucionam o mundo conhecido. São exemplos de Startups de
sucesso o Google, o Ubber, a Pay-Pal e a Netflix, entre tantos outros, que
implantaram uma revolução nos meios tradicionais com ideias espetaculares. No
Brasil o desenvolvimento delas ainda se encontra necessitado de uma legislação
que permita o seu desenvolvimento sem problemas.
É esta lacuna que a Câmara dos Deputados tenta preencher ai aprovar. Na
última terça-feira (11) o projeto que institui o marco legal das startups, que
tem entre os autores a Deputada Federal Mariana Carvalho (PSDB-RO). Com a
aprovação, o texto segue para sanção presidencial e tem como um dos principais
pontos a definição do grau de
participação do denominado “investidor-anjo”, que deve ser remunerado por seus
aportes sem responsabilidade legal pelas decisões dos sócios
gestores. Também estabelece um regulamento diferenciado, desburocratizando
processos e abrindo espaço para que modelos de negócios sejam testados na
prática num ambiente de experimentação. Quando convertido em lei, o Marco Legal
das Startups vai permitir que as empresas invistam em startups como apoio à
pesquisa e desenvolvimento, o que, sem dúvida, irá promover um crescimento da
cadeia de inovação no País. A lei ainda irá facilitar a participação das
startups em licitações para que sejam contratadas pela administração pública,
permitindo que os governos comprem soluções inovadoras para beneficiar a
sociedade e também define que sejam publicados em meio eletrônicos os
balancetes, garantindo menos burocracia às empresas. Com a aprovação a
deputada Mariana Carvalho declarou que “Fico feliz por ser uma das autoras desta
proposta que, ao se tornar lei, vai ajudar o Brasil a promover emprego e renda”.
No projeto serão consideradas startups
as empresas que tenham até 10 anos de
constituição e receita de até R$ 16 milhões. Para Mariana Carvalho a aprovação
se trata de “Uma vitória histórica para o nosso País que terá mais liberdade
para empreender e crescer”.
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