Porto Velho (RO) sábado, 19 de junho de 2021
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FIERO, Ministério da Economia e empresários debatem redução do Custo Brasil


FIERO, Ministério da Economia e empresários debatem redução do Custo Brasil - Gente de Opinião

A apresentação da redução do Custo Brasil foi tema do diálogo promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), nesta quinta-feira, 13, que contou com a participação do secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação do Ministério da Economia, Jorge Luiz de Lima. O Custo Brasil interfere diretamente nos setores de educação, saúde, infraestrutura e desenvolvimento urbano e social do país, conjugado com dificuldades estruturais, econômicas, burocráticas e trabalhistas, que se tornam um obstáculo para o crescimento e produção industrial, do comércio e da economia brasileira. 

Jorge Lima enfatizou que o atual Custo Brasil tira competitividade, a produtividade, afeta na empregabilidade. Então, o projeto nasce através do Movimento Brasil Competitivo, liderado pelo empresário Jorge Gerdau em conjunto com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Federações e associações, que contratou uma consultoria, que identificou 12 elementos que compõem o Custo Brasil. “Esses 12 itens passam por crédito, infraestrutura, segurança jurídica, abrir e fechar negócios, entre outros, que se transformou num dos maiores projetos do governo”, afirmou. 

Jorge Lima expôs que o projeto é transversal, que engloba todos os ministérios, envolve o Congresso Nacional e precisa da participação efetiva do setor produtivo, “porque ninguém mais do que os empresários sabem mais dos gargalos que travam a competitividade e o crescimento dos negócios”, comentou. “Então é necessário promover uma série de reformas estruturantes que vão levar o Brasil em condições de competir comercialmente com outros países”, enfatizou. 

Dados do estudo realizado pelo Ministério da Economia, em parceria com o Movimento Brasil Competitivo (MBC), com apoio da CNI e de associações setoriais da Indústria, apontam que o “Custo Brasil” consome R$ 1,5 trilhão das empresas brasileiras anualmente, em sua maior parte devido ao emaranhado tributário. “Cabe a nós do setor público transformar essas ideias em projetos que efetivamente vão reduzir o Custo Brasil”, disse o secretário do Ministério da Economia. 

Jorge Lima comentou que não se pode mais olhar o Brasil como um país do futuro. “Precisamos tratar o Brasil de amanhã, ou vamos continuar onde estamos, com um crescimento pífio, com alto desemprego, com uma carga tributária alta, com o estado inchado. Então é uma questão de união do setor produtivo, que através de grupos empresariais, poderemos desenvolver um trabalho em conjunto com o governo”, expressou. 

Outro ponto abordado pelo secretário do Ministério da Economia foi uma particularidade do Brasil por ser um país continental, não possui 27 estados, e sim, 27 países. “Vejam, cada estado tem sua particularidade. E dentro da própria Amazônia existem distinções claras de políticas públicas governamentais, de incrementos industriais e empresariais diferentes, e precisamos olhar mais para o desenvolvimento regional, pois nem sempre uma solução que serve para o Norte, serve para o Nordeste ou Sul do país. No caso local, recuperação da BR-319 é fundamental para Rondônia”, ponderou. 

O presidente da FIERO, Marcelo Thomé, afirmou que a agenda da redução do custo Brasil capitaneada pelo secretário Jorge Lima impacta diretamente na competitividade da produção nacional e consequentemente dos produtos de Rondônia. “Não há dúvida que a iniciativa do Governo Federal de enfrentar essa questão em parceria com os empresários é fundamental para sensibilizar em especial o Congresso Nacional a promover as mudanças necessárias para se alcançar a redução do Custo Brasil”, disse. 

O encontro híbrido, ou seja, uma parte presencial e outra virtual, contou com a participação de membros da diretoria e conselheiros da FIERO e empresários rondonienses, que deram sua contribuição com relação ao tema durante o debate, e respeitou todos os protocolos sanitários e de segurança, estando em conformidade com o decreto nº 26.038, de 23 de abril de 2021.

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