Terça-feira, 14 de janeiro de 2025 - 11h41

A
Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada mensalmente pela Confederação
Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 0,2% em
dezembro, quebrando a sequência de cinco meses de retração ao atingir 103,9
pontos. O saldo foi 1,3% menor do que o observado em igual mês do ano passado.
No fim de 2024, o setor empresarial se mostrou otimista: o Índice de Confiança
do Empresário do Comércio (Icec) também cresceu 0,2%, encerrando o ano 3,1%
superior ao registrado em dezembro de 2023, com 112,4 pontos.
“Embora a
inflação esteja elevada e os juros em uma trajetória crescente, o comércio
brasileiro é forte e dinâmico, e o mercado de consumo interno é inigualável,
trazendo um fator que poucos países no mundo têm. Em 2024 tivemos ótimos
resultados, com ganhos na reforma tributária, defesa da competitividade das
empresas nacionais e proposição de uma reforma administrativa séria”, afirma o
presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. Segundo ele, a
recuperação da ICF em dezembro pode ser explicada pelo maior consumo natural
das datas festivas da época.
Consumidores
continuam cautelosos
A ICF
inferior à de igual período de 2023 evidencia que os consumidores estão mais
cautelosos, ainda que esperançosos, nesta reta final do ano. O indicador que
mede a Perspectiva de Consumo foi o que apresentou maior influência positiva na
variação mensal (alta de 0,7%), seguido por Momento para Duráveis (alta de
0,5%) e Perspectiva Profissional (alta de 0,2%). Os demais (Emprego atual,
Renda atual, Nível de consumo atual e Acesso ao crédito) apresentaram baixa ou
estabilidade em relação ao último mês. Considerando-se a variação anual, o
único índice que apresentou melhora foi o referente a Renda atual, 2,0% maior.
“Os
consumidores estão mais cautelosos devido ao acesso mais seletivo ao crédito e
inflação pressionada. No setor empresarial, houve a percepção de avanços em
2024 devido às medidas tomadas pelo Banco Central e o maior dinamismo do
mercado interno. O ano de 2025 será desafiador, mas se fizermos o dever de
casa, o Brasil tem tudo para engatar uma boa trajetória de crescimento”,
analisa o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. Ele ainda chama a atenção
para o indicador que mede a avaliação dos consumidores em relação à sua renda
atual, que foi o melhor para um mês de dezembro na última década.
Intenção
de consumir diminui entre os mais pobres
A
segmentação da ICF por faixa salarial das famílias revelou aumento da intenção
de consumo das que recebem mais de dez salários mínimos mensais e queda das que
têm ganhos inferiores. Os resultados indicaram incremento de 0,4% e recuo de
1,8% na variação anual, respectivamente. Em relação ao gênero, as mulheres
apresentaram reduções significativas, tendência observada em menor grau entre
os homens. Ao longo de 2024, o público feminino mostrou estar menos disposto a
consumir do que o masculino. Com isso, dezembro registrou queda de 2% entre as
mulheres contra uma redução de 0,7% entre os homens.
Varejo
termina o ano confiante
Apesar
dos desafios, os varejistas enxergam que houve avanço no setor em 2024, o que
explica o crescimento do Icec na maior parte do ano. Pesou no saldo anual a
análise das Condições Atuais do Empresário do Comércio, que teve alta de 4,6%,
puxada pela avaliação da empresa (alta de 6%). Outro item com impacto positivo
foram as Intenções de Investimentos, com o acréscimo de 3,4%, sobretudo na
contratação de funcionários (aumento de 6,4%).
“O
componente relativo às admissões, com queda mensal de 0,5%, mostrou que o
emprego temporário de fim de ano teve mais força em outubro e novembro, quando
cresceu 1,6% e 2%, respectivamente. A recuperação da intenção de consumo
estimulou o otimismo dos empresários pelo terceiro mês consecutivo, e a
expectativa é que essa tendência se mantenha nos próximos meses”, avalia Felipe
Tavares.
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