Terça-feira, 24 de novembro de 2020 - 14h45

Para empreender, é necessário
planejamento. E nesse planejamento, hoje, é imprescindível pensar em
sustentabilidade - fundamental para o desenvolvimento econômico da empresa e
para agregar valor ao produto. Em Rondônia, essa é uma visão que o Sebrae está
levando às pequenas empresas, especialmente aos pequenos produtores rurais do
estado.
Um exemplo foi a ação realizada na
propriedade Agrokolly, que produz doce de coco. Lá, com exceção da polpa do
coco, o resto era jogado fora, gerando perda de dinheiro, além de poluir o meio
ambiente. Diante dessa realidade, a proprietária Elianete Gomes buscou a ajuda
do Sebrae em Rondônia para encontrar uma saída e teve a resposta que precisava.
Com a consultoria do Sebrae, foi avaliado que o que é descartado na natureza,
apenas produzindo lixo, pode ser aproveitado e ainda aumentar o faturamento da
empresa, agregando valor aos produtos da AgroKolly.
“Com a consultoria do Sebrae, nós
trouxemos uma outra visão de negócio para a AgroKolly, e assim ajudamos a
produzir um negócio sustentável, utilizando os subprodutos, antes descartados
na natureza, diminuindo os impactos ambientais e ainda agregando valor aos
doces da AgroKolly, e, claro, aumentando o seu faturamento”, explica
Francineide Câmara, Analista do Sebrae/RO.
A ideia é simples: a agroindústria irá
processar os resíduos gerados diariamente, contando com experiência de outra
empresa atuante no setor. A fibra do coco será triturada e utilizada na
agricultura como matéria-prima de substratos para mudas de hortaliças
(sementeiras), árvores e orquídeas comerciais.
Já a polpa também vai passar por uma
mudança de processamento, seguindo todos os procedimentos técnicos de boas
práticas de fabricação, para extrair o óleo, deixando o produto 100% natural,
com mais qualidade e aceitabilidade no mercado, gerando mais valor ao produto.
Com as metas definidas do que precisava
fazer, a empresária imediatamente correu atrás do investimento para implementar
o negócio. Mas, com a chegada da pandemia da COVID-19, tudo teve que ser
adiado. Agora, com a nova visão do negócio, Elianete não vê a hora de colocar a
nova atividade em prática, e assim diminuir os impactos ambientais, também
vendo aumentar a sua lucratividade.
“Eu estou sonhando com esse projeto,
porque é uma somatória de percurso. Eu vou continuar usando o que eu utilizo
hoje, e o que estou descartando eu vou transformar em dinheiro e renda. Renda
essa que hoje está sendo jogada fora e que virá somar no meu percentual
financeiro, conforme apontou a consultoria do Sebrae. Porque o que eu estou
ganhando com o produto Kolly, com a cocada, é suficiente para manter a empresa.
Ou seja, vai ser um percentual de lucratividade muito avançado. Então, a partir
do momento que você começa a reciclar seu próprio lixo, você está deixando de
poluir o meio ambiente e ainda ganhando dinheiro com o que você realmente
jogava fora”, afirma Elianete Gomes, proprietária da AgroKolly.
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