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Consultoria do Sebrae ajuda agroindústria a reduzir danos ambientais e aumentar faturamento

Otimização de rejeitos promove mais geração de receita


Consultoria do Sebrae ajuda agroindústria a reduzir danos ambientais e aumentar faturamento - Gente de Opinião

Para empreender, é necessário planejamento. E nesse planejamento, hoje, é imprescindível pensar em sustentabilidade - fundamental para o desenvolvimento econômico da empresa e para agregar valor ao produto. Em Rondônia, essa é uma visão que o Sebrae está levando às pequenas empresas, especialmente aos pequenos produtores rurais do estado.  

Um exemplo foi a ação realizada na propriedade Agrokolly, que produz doce de coco. Lá, com exceção da polpa do coco, o resto era jogado fora, gerando perda de dinheiro, além de poluir o meio ambiente. Diante dessa realidade, a proprietária Elianete Gomes buscou a ajuda do Sebrae em Rondônia para encontrar uma saída e teve a resposta que precisava. Com a consultoria do Sebrae, foi avaliado que o que é descartado na natureza, apenas produzindo lixo, pode ser aproveitado e ainda aumentar o faturamento da empresa, agregando valor aos produtos da AgroKolly. 

“Com a consultoria do Sebrae, nós trouxemos uma outra visão de negócio para a AgroKolly, e assim ajudamos a produzir um negócio sustentável, utilizando os subprodutos, antes descartados na natureza, diminuindo os impactos ambientais e ainda agregando valor aos doces da AgroKolly, e, claro, aumentando o seu faturamento”, explica Francineide Câmara, Analista do Sebrae/RO. 

A ideia é simples: a agroindústria irá processar os resíduos gerados diariamente, contando com experiência de outra empresa atuante no setor. A fibra do coco será triturada e utilizada na agricultura como matéria-prima de substratos para mudas de hortaliças (sementeiras), árvores e orquídeas comerciais.  

Já a polpa também vai passar por uma mudança de processamento, seguindo todos os procedimentos técnicos de boas práticas de fabricação, para extrair o óleo, deixando o produto 100% natural, com mais qualidade e aceitabilidade no mercado, gerando mais valor ao produto. 

Com as metas definidas do que precisava fazer, a empresária imediatamente correu atrás do investimento para implementar o negócio. Mas, com a chegada da pandemia da COVID-19, tudo teve que ser adiado. Agora, com a nova visão do negócio, Elianete não vê a hora de colocar a nova atividade em prática, e assim diminuir os impactos ambientais, também vendo aumentar a sua lucratividade. 

“Eu estou sonhando com esse projeto, porque é uma somatória de percurso. Eu vou continuar usando o que eu utilizo hoje, e o que estou descartando eu vou transformar em dinheiro e renda. Renda essa que hoje está sendo jogada fora e que virá somar no meu percentual financeiro, conforme apontou a consultoria do Sebrae. Porque o que eu estou ganhando com o produto Kolly, com a cocada, é suficiente para manter a empresa. Ou seja, vai ser um percentual de lucratividade muito avançado. Então, a partir do momento que você começa a reciclar seu próprio lixo, você está deixando de poluir o meio ambiente e ainda ganhando dinheiro com o que você realmente jogava fora”, afirma Elianete Gomes, proprietária da AgroKolly.

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