Terça-feira, 18 de agosto de 2020 - 12h46

Não é novidade para ninguém
que a pandemia do novo coronavírus afetou fortemente a economia, mudou padrões
de vida, hábitos de consumo e, como um dos efeitos colaterais do isolamento,
estimulou o crescimento do comércio eletrônico. Segundo a ABComm (Associação
Brasileira de Comércio Eletrônico) desde o início da pandemia, mais de 135 mil
lojas aderiram às vendas pelo comércio eletrônico para se manter no mercado. A
média mensal antes da pandemia era de 10 mil lojas por mês.
O efeito imediato, segundo a
Neotrust/Compre & Confie, foi que no 1º semestre deste ano, as vendas
virtuais alcançaram a soma de 132,6 milhões, um aumento de 73,4% em relação ao
mesmo período do ano passado. Também o faturamento no período foi de R$ 53,4
bilhões, um valor 66,1% maior que o registrado no mesmo período de 2019. É
evidente que patamares tão elevados são fruto do isolamento, mas, as empresas,
que tiveram de se adaptar à nova realidade, perceberam que o varejo digital se
tornou uma alternativa eficaz para compras com segurança e conveniência.
Este é o lado bom do comércio digital, no entanto, há também um lado muito perverso, principalmente, em relação aos micros e pequenos negócios, que é a renda subtraída das economias locais. Quando se faz compras por internet o pagamento é feito, em geral, por via de cartões de débito, crédito ou boletos para empresas que estão situadas fora do território rondoniense, ou seja, o dinheiro deixa de circular internamente e vai para fora. Vai virar consumo ou investimento em outro estado, o que impede o crescimento local das empresas, reduz os investimentos, os impostos e os empregos em Rondônia.
COMPRAS
NA INTERNET REDUZEM RENDA E DESENVOLVIMENTO DO ESTADO
O presidente da Federação do
Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO e
vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio-CNC, Raniery Araujo
Coelho, alerta sobre a necessidade de dar prioridade de relacionamento com as
empresas locais nas compras, defendendo que esta deve ser uma política de
governo, por isto faz um apelo à População para que contribua com a retomada da
economia, comprando no Estado. Segundo ele, o Governo de Rondônia, através do
governador coronel Marcos Rocha, tem feito sua parte, pois, através dos
Decretos nº 25. 295 e 25.296, além de flexibilizar as atividades econômicas
também prorrogou o pagamento dos impostos para os optantes do Simples.
O comércio, apesar dos imensos
problemas de caixa oriundos da pandemia, tem conseguido manter o abastecimento
de bens e serviços e investido em segurança para os consumidores, mas, é
preciso que a sociedade civil, pessoas físicas e jurídicas, entidades e
veículos de comunicação se aliem na campanha para fazer compras no estado para
estimular e desenvolver a economia local. Para Raniery, “Somente com a
valorização dos micros e pequenos negócios locais poderemos manter as empresas,
os empregos e a renda, e assim superar os desafios impostos pela pandemia e
retomar o crescimento”. Para ele, as pessoas precisam compreender que, ao
comprar via internet em outros estados, além de não saber que tipo de
mercadoria está comprando, da falta de assistência técnica e dos riscos
inerentes a este tipo de comércio “Os recursos aplicados em compras remotas são
vazamentos da economia local que vão fazer crescer os negócios, os empregos e a
renda em outros estados e, na maioria das vezes, concentrando riquezas, pois,
somente, em geral, grandes grupos possuem logística para exercer esta
atividade”.
Comprar em Rondônia,
prestigiar as empresas, o comércio e os produtos de Rondônia é uma forma também
de colaborar com o nosso desenvolvimento. Quando se compra em Rondônia, a renda
gira internamente, as empresas e os empregos crescem, os impostos ficam aqui e
aumentam as possibilidades de melhoria do padrão de vida estadual, ou seja, o
grande beneficiado acaba sendo o próprio consumidor.
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