Terça-feira, 21 de maio de 2024 - 17h51

O Uma nota pública endereçada à Câmara dos
Deputados pelas centrais sindicais de trabalhadores e pelas confederações
empresariais aponta que a manutenção da isenção do imposto de importação para
produtos até 50 dólares é prejudicial para a economia, mas principalmente para
os mais pobres. A nota é assinada pelas Confederações Nacionais do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo (CNC), da Indústria (CNI) e da Agricultura (CNA), bem
como pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, Força Sindical,
Nova Central Sindical de Trabalhadores, Central dos Sindicatos Brasileiros,
IndustriALL Global Union, Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e
Serviços e União Geral dos Trabalhadores.
O documento cita estudo realizado pelo Instituto
de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI), da FSB Holding, que aponta que entre
as pessoas com renda familiar de até um salário mínimo, apenas 15% fizeram
compras internacionais em sites ou aplicativos. Esse percentual chega a apenas
21% entre as pessoas que recebem entre um e dois salários mínimos. Quando se
observa que o percentual chega a 41% entre as pessoas com renda familiar
superior a cinco salários mínimos, fica evidente que quem mais se beneficia da
vantagem tributária concedida às importações de até 50 dólares são as pessoas
mais ricas. Por outro lado, dados da área técnica da CNI apontam que, ao perder
vendas para essas importações menos tributadas, a indústria e o comércio
nacionais deixam de empregar 226 mil pessoas. Caso o valor dessas importações
aumente, com produtos ainda mais caros, a redução na geração de empregos na
economia brasileira pode chegar a 777,1 mil postos de trabalho.
A nota salienta que “a injustificável
desigualdade na tributação entre a produção nacional e as importações de até 50
dólares, via plataformas de comércio eletrônico, destrói empregos no Brasil. É
impossível que a indústria e o comércio nacionais paguem em média 45% de
impostos sobre o consumo (IPI, PIS/Cofins, ICMS e ISS) embutidos nos seus
preços e concorram com produtos importados que pagam apenas 17% de ICMS e nada
em tributos federais dentro do Remessa Conforme”.
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