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Cacauicultura de Rondônia avança no processo para ter Indicação Geográfica

O projeto que conta com o apoio do Sebrae está na fase de coleta de informações da área


Cacauicultura de Rondônia avança no processo para ter Indicação Geográfica - Gente de Opinião

Rondônia dá mais um passo para a formalização da Indicação Geográfica (IG) do Cacau. As ações que começaram no início deste ano, avançam mais uma etapa com a realização das visitas na região central do estado para a coleta de informações. 


Durante três dias, consultores da empresa AJ Lima, contratada pelo Sebrae, visitaram produtores da região, especialmente Jaru e Ouro Preto do Oeste, que concentram a maior produção de cacau de Rondônia, para levantamento de informações sobre a produção do fruto. Durante esse período foi possível obter muitas informações sobre as características da atividade na região. 


“A importância do registro de Identificação Geográfica para a Cadeia Produtiva da Cacauicultura é a de impulsionar ao produtor a busca por melhorias, como a qualidade das amêndoas e do chocolate produzido em Rondônia, agregando, assim, valor ao produto nativo da região Amazônica. Isso traz o reconhecimento de mercado, considerando sempre a preocupação com o Meio Ambiente, pois o cacau é um produto sustentável, produzido em Sistemas Agroflorestais, e também em plantio a pleno sol, recuperando áreas antes degradadas”, explica Deborah Regina Alexandre, supervisora de campo da assistência técnica e gerencial do Senar/RO da Cadeia Produtiva da Cacauicultura . 


O registro de indicação geográfica é conferido a produtos ou serviços característicos do seu local de origem, que se distinguem dos similares disponíveis no mercado. O produto deve apresentar qualidade única em função das condições geográficas naturais, como solo, vegetação, clima e modo de produção, reconhecendo a reputação de uma região. 


O Estevam Fernandes Magalhães, produtor de cacau de Teixeirópolis, não vê a hora desse reconhecimento chegar. “a Indicação Geográfica será muito boa para nós, produtores, pois nos beneficia diretamente, identificando esse diferencial produtivo que o nosso cacau tem, e isso vai valorizar mais a nossa produção. E além dos produtores, a IG vai beneficiar também toda a região, atraindo olhares de grandes indústrias, gerando emprego e renda para a população”. 


Rondônia é o terceiro maior produtor de Cacau do Brasil, atrás apenas da Bahia e do Pará. Para se ter uma ideia da produção, o setor cacaueiro encerrou o ano de 2019 com a produção de 4,896 mil toneladas num total de 11,334 mil hectares de área plantada, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A produção teve um aumento de 20,7% em relação a 2018, onde foram produzidas 4,055 toneladas, representando 2% da produção nacional, segundo a AJ LIMA – Estratégias em Agronegócio. 


“A indicação Geográfica confere ao produto uma distinção dos similares disponíveis no mercado, e mostra que aquele produto tem uma qualidade única, o que gera amplitude de mercado, e chancela que o nosso produto é um produto amazônico e que tem qualidade”, afirma Samuel Almeida, dir. técnico do Sebrae/RO. 


Os esforços a certificação do Cacau de Rondônia contam com a união do Sebrae em Rondônia, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER), da Secretaria de Estado da Agriculta (SEAGRI), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), do Ministério de Agricultura e Abastecimento (MAPA) e produtores rurais. 

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