Quinta-feira, 5 de março de 2026 - 18h59

O sistema tributário
brasileiro é reconhecido como um dos mais complexos do mundo. De acordo com
dados do Banco Mundial, empresas no Brasil gastam, em média, mais de 1500 horas
por ano apenas para cumprir obrigações fiscais, número muito superior à média
global. Essa complexidade aumenta significativamente o risco de falhas no
cumprimento das exigências legais, especialmente para micro e pequenas
empresas.
Levantamento publicado
pela GestãoClick mostra
que erros fiscais recorrentes continuam sendo uma das principais causas de
multas, autuações, perda de certidões negativas e dificuldades financeiras para
empresas de todos os portes.
“Com o sistema tributário
brasileiro entre os mais complexos do mundo e a intensificação da fiscalização
digital, empresas de todos os portes precisam redobrar a atenção às rotinas fiscais. A educação fiscal, aliada à
tecnologia e ao apoio técnico, pode ser a diferença entre crescer com segurança
ou enfrentar problemas que comprometem o futuro do negócio”,
explica Gleiberson Bessa, COO da GestãoClick.
A seguir, estão os 12 erros
fiscais mais comuns que impactam diretamente a saúde financeira dos negócios e
como evitá-los, segundo o especialista da GestãoClick.
1) Falta de atualização sobre a legislação tributária
A legislação fiscal brasileira
sofre alterações constantes. Empresas que não acompanham mudanças em leis,
normas e instruções normativas acabam aplicando regras desatualizadas, o que
pode gerar recolhimento incorreto de impostos ou descumprimento de obrigações
acessórias. A prevenção passa pelo acompanhamento contínuo das atualizações
legais e apoio especializado.
2) Perda de prazos de
obrigações fiscais
O atraso ou a não entrega de
declarações como SPED, DCTF, EFD e outras obrigações acessórias gera multas automáticas,
mesmo quando não há imposto a pagar. A adoção de um calendário fiscal integrado
e sistemas de alerta reduz significativamente esse risco.
3) Erros no cálculo de
impostos
Falhas na apuração de tributos
como ICMS, ISS, PIS e COFINS podem resultar tanto em pagamento a maior quanto
em débitos não identificados, que se acumulam com juros e multas. Automatizar o
cálculo e revisar periodicamente as apurações são práticas fundamentais.
4) Classificação fiscal
incorreta
O uso incorreto de códigos
como NCM e CNAE impacta
diretamente a tributação dos produtos e serviços. Uma classificação inadequada
pode levar à cobrança errada de impostos e a autuações fiscais. A revisão
periódica do cadastro fiscal evita esse tipo de inconsistência.
5) Uso inadequado de créditos
tributários
Muitas empresas deixam de
aproveitar créditos tributários por desconhecimento ou, em outros casos,
utilizam créditos de forma indevida. Ambas as situações geram prejuízos
financeiros ou riscos fiscais. Um controle rigoroso e orientação contábil são
essenciais para evitar esse erro.
6) Erros no envio do SPED
Inconsistências entre dados
internos e informações enviadas ao Sistema
Público de Escrituração Digital são facilmente identificadas
pelo Fisco. Divergências cadastrais, valores incorretos ou informações
incompletas aumentam o risco de fiscalizações e autuações.
7) Descumprimento de
obrigações trabalhistas e previdenciárias
Falhas no envio de informações
ao eSocial e à EFD-Reinf geram alertas
automáticos e multas. A integração entre os setores de RH, financeiro e fiscal
é essencial para garantir a consistência dos dados enviados.
8) Escolha inadequada do
regime tributário
Optar por um regime tributário
incompatível com o perfil da empresa pode aumentar significativamente a carga
tributária. A falta de análise periódica sobre o Simples Nacional, Lucro
Presumido ou Lucro Real é um erro que compromete a competitividade do negócio.
9) Ausência de planejamento
tributário
Empresas que não realizam
planejamento tributário deixam de identificar oportunidades legais de economia
fiscal. A falta de estratégia resulta em pagamento desnecessário de impostos e
menor previsibilidade financeira.
10) Falta de integração entre
áreas internas
A desconexão entre os setores
financeiro, contábil e fiscal gera informações divergentes e aumenta a chance
de erros nas declarações. A integração de dados e processos é um fator decisivo
para a conformidade fiscal.
11) Dependência excessiva de processos
manuais
Processos manuais elevam o
risco de falhas humanas, retrabalho e atrasos. O uso de sistemas de gestão
fiscal e contábil contribui para maior precisão, agilidade e segurança no
cumprimento das obrigações.
12) Ignorar notificações e
pendências do Fisco
Empresas que não acompanham
comunicados nos portais oficiais, como o e-CAC, correm o risco de perder prazos
de defesa ou regularização. Ignorar essas notificações pode resultar em multas
maiores, bloqueio de certidões e restrições operacionais.
Fonte: Diana Tendy da
Tropico Comunicação.
Quinta-feira, 5 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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