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Universidade dos Estados Unidos apoia trabalho de artesão rondoniense


 
O artesão Ronaldo Farias Lemos mora na cidade de Porto Velho, e nesse domingo (16) recebeu a representante da University of Wyoming, Dorly Piske, por conhecer seu trabalho em umas das feiras em que ele participava. Dorly trouxe dos Estados Unidos um dispositivo, uma espécie de presilha, que facilita a perfuração de sementes.

Mais conhecido como Farias, o artesão já está no ramo desde 2000. Desempregado e sem possibilidades alguma de vaga de emprego, Ronaldo viu uma oportunidade no artesanato.

“Agora com a regularização da profissão de artesão, temos uma oportunidade mais ampla”, disse.

Atualmente, o cadastro de artesãos em Rondônia consta com aproximadamente 820 inscritos. Mas a coordenadora do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) Wéllida Sodré disse que Rondônia tem por volta de 10 mil artesãos, uns em atividade e outros parados.

Com vários tipos de semente da floresta amazônica, Farias produz cerca de seis mil toneladas por ano. Sementes de açaí, buritis, tucumã babaçu, patuá, abacaba, cumaru-ferro e ouriço de castanha são as mais utilizadas.

Ele conta que as sementes são adquiridas das despolpadeiras de frutas da cidade. “Nós, artesãos, que trabalhamos com essa atividade voltada para sementes, pegamos o que iria para o lixo e transformamos no nosso trabalho”, ressaltou.

Atualmente, sua média de lucro é de R$ 4 mil por mês. Ronaldo trabalha em casa onde montou seu negócio com oito máquinas, que fazem o trabalho de lixar e polir as sementes. Até chegar na parte de tingimento, que ele possui mais de 15 cores só para sementes de açaí, produto que pode ser adquirido no seu estande, que fica no galpão da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, disponibilizado para a Feira do Sol, onde artesãos comercializam suas peças.

Com o dispositivo desenvolvido por estudantes de engenharia mecânica da University of Wyoming, Farias acredita que vai facilitar o seu trabalho, tendo em vista que ele mesmo já tentou desenvolver uma ferramenta dessa, mas ão alcançou o resultado que pretendia.

A universidade precisava de dados para saber a realidade do processamento das sementes e como os artesãos desenvolviam essas atividades. Farias foi o contato direto, por meio disso, foi escolhido para receber o protótipo e fazer o teste.

Após a fase de teste, o professor da Universidade responsável pelo projeto pretende colocar à disposição o desenho técnico para que artesãos possam produzir sua própria presilha de acordo com suas necessidades.

A intenção do projeto era uma ação social em benefício dos artesãos que processam sementes para biojóias em benefício de pacientes com câncer do interior de Goiás. Mas tendo em vista o trabalho do artesão rondoniense como fornecedor das sementes, Rondônia foi escolhido como estado para experimentar o protótipo.

Ronaldo Farias, além de estar no aguardo da ferramenta que veio de outro País nesse final de semana, também se prepara para ir expor seu trabalho na Feira Brasil Original, que vai acontecer de 20 a 23 deste mês em São Paulo.

Fonte: Maximus Vargas

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