Sexta-feira, 29 de agosto de 2008 - 13h37
Nesta semana a Comissão de Vestibular da UNIR anunciou a abertura das inscrições aos Exames Vestibulares para os campi da Capital e Interior. De ordem do Reitor José Januário do Amaral foi anunciado a criação de novos cursos principalmente na área de engenharia como Engenharia Civil em Porto Velho, Engenharia de Pesca em Presidente Médici, Engenharia Florestal em Rolim de Moura e Engenharia de Alimentos em Ariquemes. Apenas uma providência não foi levada em consideração: a prévia autorização da criação dos cursos da Engenharia e outros, que certamente o Reitor evocou para si a autonomia que possui a Universidade e não o Reitor.
A pressa como diz o jargão popular "é a inimiga da perfeição" e tendo apressado ou talvez sob pressão dos seus parceiros políticos nacionais, o reitor cedeu a pressão não consultando a fonte autorizativa o Conselho Universitário a quem cabe delegar poderes ao reitor para criar os cursos referenciados e, há inúmeras razões para que esta autorização seja negada, pois os cursos da engenharia exigem instalações de laboratórios sofisticados que se implantados em um campus único facilita o uso por alunos de graduação e pós-graduação, porém, espalhados por vários campi as dificuldades serão multiplicada indefinidamente e jamais terá a Universidade de Rondônia a estrutura básica de sustentação e oferecimento de bons cursos das engenharias.
Diante deste tipo de iniciativa açodada a universidade está a carecer de gestores tecnicamente perfeito e de assessorias capazes de não permitir que o gestor maior da casa do saber não cometa erros primários em desacordo com o Estatuto e Regimento da Universidade que dirige.
Quando convocado o Conselho Universitário para decidir sobre a criação destes novos cursos, com todos os impedimentos evidenciados para montagem de laboratórios e suporte, também de salas adequadas, pessoal de apoio qualificado para que seus egressos seja profissionais com qualidade que o mercado está exigir ou será conivente e irresponsável para autorizar cursos sem a mínima condição desejável de funcionamento. Vamos aguardar a manifestação do Conselho Universitário.
Fonte: Jornal Alto Madeira
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