Segunda-feira, 16 de março de 2026 - 11h25

O cinema rondoniense
ganha mais um título autoral com o curta-metragem “A Idade da Solidão”,
dirigido por Amanara Brandão Lube e roteirizado pelo cineasta Édier
William. A obra, protagonizada pela atriz Geisa Castro, é um drama
de 15 minutos que aborda temas como memória, envelhecimento, invisibilidade
social e as conexões humanas capazes de transformar destinos.
Ambientado em Porto
Velho, o filme acompanha Clara, uma mulher negra, idosa e viúva que
vive sozinha e enfrenta o medo crescente de perder suas memórias. Para resistir
ao esquecimento, ela passa a gravar e narrar seu cotidiano, transformando sua
própria voz em um instrumento de preservação da memória. Esse gesto íntimo
acaba se tornando também um recurso narrativo central do filme, pois a
personagem descreve o mundo ao seu redor, incorporando a audiodescrição
diretamente à dramaturgia da obra.
“A Idade da Solidão” propõe uma
abordagem estética e narrativa inovadora ao integrar a acessibilidade desde a
concepção do projeto. Além da audiodescrição incorporada à própria narrativa, o
filme contará com LIBRAS e legendagem descritiva, ampliando o acesso do
público e reforçando o compromisso da produção com uma experiência
cinematográfica verdadeiramente inclusiva.
Além de um retrato da
terceira idade, “A Idade da Solidão” foi construído como uma obra sobre
o valor das conexões humanas e sobre a necessidade de reconhecer a presença e a
história daqueles que muitas vezes são invisibilizados pela sociedade. Ao
transformar a memória em eixo central da narrativa, o filme reafirma o cinema
como espaço de sensibilidade, escuta e transformação social.
O projeto foi contemplado
no Edital 001/2024/SEJUCEL/SIEC – Lei Paulo Gustavo.
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