Terça-feira, 24 de julho de 2018 - 15h12

Bem que poderia não comentar o livro de poemas, da Editora Kelps, “Pérolas & Pimentas”, da poetisa Ana Maria Felicidade Coimbra Tourinho, alegando o viés amoroso, pois, é indiscutível que se trata de uma nora que me trata com tanta gentileza e carinho que não poderia senão retribuir da mesma forma. No entanto, como jornalista, não tenho o costume de fugir das pautas que me proponho e, por outro lado, a leitura do livro de seu livro foi uma grata surpresa. De uma pessoa graduada em Farmácia e Bioquímica, com um reconhecido trabalho na área de genética, não se espera, dada dedicação à um ofício árduo, o manejo amoroso das palavras, a capacidade poética que é amplamente demonstrada nos seus versos.
Não desconhecia suas atividades na área literária, todavia, com exceção de uma ou outra incursão bissexta, confesso que pensava que sua atuação fosse mais restrita às funções diretivas, na medida em que se trata de uma mulher com grande talento para a organização de instituições e eventos. Assim, quando folheei sua produção, tive o prazer de topar com a sua poesia, uma poesia coloquial, moderna, cotidiana, que se revela nos pequenos textos, nos menores detalhes, com uma felicidade natural que se expressa apenas numa linha como em:
“Não tenho tempo algum; ser feliz me consome”.
Ou, quando, olhando as nuvens, que, para ela, “são sopros do criador” acaba vendo no céu:
“Frutos da imaginação.
Cavalos, ovelhas, pássaros,
Às vezes, elefantes, crocodilos.
Anjos, santos e situações.
Faces, sorrindo, caretas.
Liberdade total; é criação”.
A beleza da poesia de Ana Tourinho reside em que seus versos não fogem da vida, são viscerais, tem coração, tem alma. É, de certa forma, um repositório de memórias, mas, o que é a memória não senão a própria vida? E, há momentos em que reconhece que a vida é tão importante quanto a poesia e, sem temor algum, escreve:
“Você é um poema que não consigo escrever”.
Ah! Ana, querida, você consegue sim. Não posso deixar de dizer que sinto falta sim de que exercite mais sua poesia. O seu lirismo é daqueles que nos pega pelos cabelos, que entra pela vista e pelos ouvidos e nos fala ao coração. Fico pensando se não deveria ter dado mais atenção a sua poesia antes, porém, devo dizer que você já conseguiu fazer poesia da sua vida- o que é mais importante. E não posso deixar de terminar meus comentários com a recordação de parte do seu poema “Mulher, Ser Especial” onde diz:
“Seu mundo nunca será lento.
Quando tira o avental
sente e escreve um poema sentimental.
A mulher é especial.
Especial? Especialíssima Ana Maria Tourinho! E se você, costurando palavras, constrói versos de amor e de saudade, que venham mais poemas. Os teus leitores te saúdam, poetisa!
Euro Tourinho
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