Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Cultura

São Lucas marca presença no Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical



Os Doutores Carolina Bioni, Rodolfo Korte, Sérgio Basano e Luís Marcelo Aranha Camargo, professores da Faculdade São Lucas, em parceria com o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), UFAL (Universidade Federal de Alagoas), FIOCRUZ (Fundação Oswaldo Cruz) e alunos da FSL (Faculdade São Lucas) e da UNIR (Universidade Federal de Rondônia), apresentaram 8 Comunicações Científicas durante o renomado congresso anual da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado neste mês em Recife (PE). Os trabalhos científicos são sub-produtos de suas teses de doutoramento e de trabalhos científicos dos alunos com bolsas PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica) do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisas e  Tecnologia).

Os trabalhos versam sobre doenças regionais como mansonelose (causada pelo helminto Manosnella ozzardi e transmitida pelo borrachudo) e a filariose linfática ou elefantíase (causada pelo helminto Wuchereria bancrofti e transmitida pelo Culex, pernilongo comum) e a leishmaniose tegumentar americana (transmitida pelo flebotomíneo). A mansonelose é uma doença ainda pouco conhecida, tanto em seu aspecto clínico como em relação ao seu tratamento. Em algumas áreas ribeirinhas do rio Purus (Amazonas), por exemplo, 80% da população apresentam-se parasitadas.  A FSL (Faculdade São Lucas) desenvolveu, em seus laboratórios, o diagnóstico molecular (reação da polimerase em cadeia-PCR) da  doença, sob orientação do Doutor. Odécio Cáceres, bolsista DCR do CNPq e fomentado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

A ocorrência de filariose bancroftiana foi diagnosticada em Porto Velho na década de 50 pelo cientista mineiro Doutor René Rachou. Na ocasião o pesquisador considerou os casos como sendo "importados" de outros estados e não oriundos de Porto Velho. Os estudos visam identificar se há atualmente a transmissão da filariose em Porto Velho e, em caso afirmativo, identificar os locais de transmissão. Até o momento foram examinadas por volta de 2.500 pessoas e mais de 3.000 mosquitos (Culex) sem que o parasita tenha sido encontrado. A proposta é ampliar a amostra para confirmar os achados, de extremo interesse para a comunidade e para o Ministério da Saúde. Com relação à leishmaniose, está sendo estudada no município de Monte Negro, interior rondoniense, a composição da fauna de vetores, as espécies envolvidas na transmissão e se a saliva do inseto tem ação protetora ou promotora da doença em humanos.

Fonte: Chagas Pereira

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 7 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

 Pontão de Cultura Raízes Amazônicas capacita 15 pessoas em oficina gratuita de artesanato com fibras vegetais em Vilhena

Pontão de Cultura Raízes Amazônicas capacita 15 pessoas em oficina gratuita de artesanato com fibras vegetais em Vilhena

O Pontão de Cultura Raízes Amazônicas: Celebrando a Diversidade Cultural, coordenado pela Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvim

Pontão de Cultura Raízes Amazônicas lança publicação digital da campanha “Celebrando a Diversidade Cultural Amazônica”

Pontão de Cultura Raízes Amazônicas lança publicação digital da campanha “Celebrando a Diversidade Cultural Amazônica”

O Pontão de Cultura Raízes Amazônicas: Celebrando a Diversidade Cultural, coordenado pela Associação Cultural, Educação, Meio Ambiente e Desenvolvim

Documentário sobre a Festa do Divino na Comunidade Quilombola de Santa Cruz é exibido para alunos do EJA em Cerejeiras

Documentário sobre a Festa do Divino na Comunidade Quilombola de Santa Cruz é exibido para alunos do EJA em Cerejeiras

O curta-metragem documental “Vozes do Divino: Tradição e Cultura na Comunidade Quilombola de Santa Cruz” foi exibido no dia 29 de outubro para aluno

Quando o clima muda, o rio Madeira fala através do cinema

Quando o clima muda, o rio Madeira fala através do cinema

Se o mundo está à beira do colapso climático, o curta-metragem CL[y]MATICS, do Coletivo Madeirista de Rondônia, preferiu falar uma linguagem que qua

Gente de Opinião Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)