Terça-feira, 22 de fevereiro de 2011 - 11h05
Porto Velho, 22 de fevereiro de 2011 - Melhorar a estrutura física para atendimento da educação inclusiva, reformas e contratação de profissionais especializados são algumas das medidas a serem adotadas pelo governo do Estado após visita dos representantes da Associação de Pais e Professores e Interpretes (APPIS) e da Associação de Surdos de Porto Velho (ASP), que foram recebidos pelo secretário de Estado da Educação Jorge Elarrat, nesta sexta-feira (18), no gabinete da Secretaria de Estado da Educação (Seduc).
As presidentes da APPIS, Ariane Boaventura, e da ASP, Indira Simionatto, entregaram uma carta ao secretario com uma exposição de motivos para melhorar a educação inclusiva oferecida na rede estadual. Ariane pediu a contratação de mais interpretes para atender a demanda na rede regular e no Centro de Ensino Especial (Cene), e também atenção quanto às particularidades que regem o serviço prestado pelo profissional.
Indira Simionato, na linguagem dos surdos, manifestou sua preocupação quanto à desistência de muitos alunos por causa da falta do interprete na sala de aula. Segundo ela em muitos casos quem ouve permanece em sala, mas no caso do surdo, ele abandona o ensino se não tiver entendimento do conteúdo. “Quando o estudante desiste a família sofre e a associação sofre também” – gesticulou, deixando todos emocionados.
O secretário disse que todo o processo de fortalecimento das escolas inclusivas é preocupante, tendo em vista a secretaria atender uma rede de escolas que compreende todos os municípios. Jorge Elarrat explicou que para contratação de profissionais a Seduc segue trâmites legais e complexos, onde serão observados a rescisão e manutenção de contratos emergências, a convocação de concursados do certame de 2009 e ainda será solicitada uma nova seleção para professores junto a Assembléia Legislativa (ALE).
A Seduc deve buscar parcerias com as prefeituras para melhorar o atendimento aos surdos que entram no ensino médio, fazer um levantamento da infraestrutura disponível para o ensino especial e deve tomar providências quanto à melhoria do ambiente destinado a clientela. Elarrat se comprometeu em fazer uma visita ao Cene, conforme a agenda que mantém de visitas às escolas, e pediu aos representantes que fosse feito um levantamento estatístico das necessidades que envolvem profissionais, equipamentos e ambiência, para providências administrativas.
Fonte: Aurimar Lima / Decom
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