Quinta-feira, 19 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Cultura

Poesia: Nestor Campista e o Cantinho Literário


Poesia: Nestor Campista e o Cantinho Literário - Gente de Opinião

No canto modesto de um jornal local,
Brotava a poesia de um grande viver,
Nestor Campista, com toque especial,
Fazia das letras um mundo a florescer.
Na “Tribuna Popular”, seu verso era igual
Às flores que plantava: simples, a crescer.

O “Cantinho Literário” era seu jardim,
Regado com sonhos, amor e emoção,
Ali, suas palavras fluíam sem fim,
Como rios de vida, regando o coração.
Cada linha escrita era um novo sim,
À beleza que mora na imaginação.

Escrevia dos campos, da luz e da paz,
Dos dias de lida, da força interior,
Suas rimas traziam um tom que refaz
As dores da vida com leve calor.
No espaço pequeno, seu mundo se faz,
E encanta quem lê com tanto fervor.

Cantava a pureza do amor verdadeiro,
As lutas do povo, a fé no amanhã,
O suor no rosto do trabalhador,
A força que brota da alma humana.
Seus versos plantavam um sonho inteiro,
Em cada coluna, esperança se emana.

A cada palavra, uma flor desabrocha,
E o tempo parece ali se deter,
Com mãos calejadas, mas alma tão roxa,
Nestor fez do simples um verbo a crescer.
No jornal, sua arte, que o povo reprocha,
Tornou-se um espelho pra todos viver.

Leitores fieis aguardavam a vez,
De ler suas rimas, seu doce cantar,
O “Cantinho Literário” tinha altivez,
Pois falava do povo, do lar, do sonhar.
Em cada edição, sua alma se fez,
E ali, Nestor sempre quis repousar.

Hoje, na memória de quem o leu,
O poeta vive, eterno em seus versos,
Seu canto no jornal jamais se perdeu,
Ecoa no tempo, em caminhos diversos.
O “Cantinho Literário” sempre é seu,
Um legado de luz nos dias adversos.

Nestor Campista, poeta das flores,
Deixou no papel um campo a brilhar,
Suas rimas suaves, cheias de cores,
A vida do povo soube contar.
E em cada leitor, nos seus amores,
Seu “Cantinho” jamais irá se apagar.

A dor da partida, cedo o levou,
Mas sua essência jamais se perdeu,
No livro da vida, o seu canto ficou,
E a cada leitura, ele renasceu.
Como um poema que o tempo moldou,
Seu legado na terra se fez apogeu.

Sua família, em lágrimas, ergueu,
Um tributo sagrado à sua memória,
As páginas vivas que ele escreveu,
Com humildade e com tanta glória.
Cada verso em si resplandeceu,
Na eternidade da sua história.

Nas noites serenas, o vento a soprar,
Parece trazer a sua poesia,
A lua e as estrelas vêm lhe saudar,
Com luz que resplandece em melodia.
Seu nome gravado irá perdurar,
Nos jardins do tempo e da fantasia.

Hoje, em memória, deixamos cantar,
O homem que fez da terra poesia,
Nestor Campista, em nós há de ficar,
Um símbolo eterno de sabedoria.
E sempre que flores ao solo brotar,
Lembraremos seu verso e sua alegria.


*Moiseis Oliveira da Paixão – Escritor, poeta, jornalista e serve como obreiro na Assembleia de Deus em Cacoal

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 19 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Cine Wanka recebe mais de 80 inscrições e entra na fase final de curadoria para mostra audiovisual

Cine Wanka recebe mais de 80 inscrições e entra na fase final de curadoria para mostra audiovisual

O Cine Wanka entrou na fase final de curadoria após encerrar o período de inscrições da Mostra Cine Wanka com mais de 80 obras enviadas por realizad

Cinema de Rondônia ganha novo curta-metragem sobre memória, envelhecimento e inclusão

Cinema de Rondônia ganha novo curta-metragem sobre memória, envelhecimento e inclusão

O cinema rondoniense ganha mais um título autoral com o curta-metragem “A Idade da Solidão”, dirigido por Amanara Brandão Lube e roteirizado pelo ci

Rondônia participa de debate nacional sobre fortalecimento das políticas culturais no Brasil

Rondônia participa de debate nacional sobre fortalecimento das políticas culturais no Brasil

O governo de Rondônia por meio da Secretaria da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer de Rondônia (Sejucel) participa da 1ª Reunião Ordinária Anual do

Apresentação de “e daí?” de Viriato Moura no buraco do candiru

Apresentação de “e daí?” de Viriato Moura no buraco do candiru

O cenário artístico de Rondônia sempre teve em Viriato Moura uma de suas figuras mais multifacetadas. Médico por profissão e artista por vocação, su

Gente de Opinião Quinta-feira, 19 de março de 2026 | Porto Velho (RO)