Porto Velho (RO) domingo, 19 de janeiro de 2020
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Cultura

MEC comprará livros para crianças com deficiência


 

O material será distribuído em cerca de 61 mil escolas públicas e institutos sem fins lucrativos. Editoras reclamam da falta de condições para produzir esse tipo de publicação

Enquanto o governo e as entidades do mercado editorial discutem a regulamentação da Lei do Livro – que visa o acesso de deficientes visuais aos lançamentos do mercado editorial – a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC) fará um compra de R$ 25 milhões em livros de literatura. Serão obras em vários formatos, como audiolivros, impressão em braile e caracteres ampliados (para crianças com perda severa da visão). Esta é a primeira vez que o governo compra diretamente das editoras. Geralmente, o ministério adquire os livros didáticos através das gráficas especializadas nesse tipo de impressão. O mercado editorial, porém, está com dificuldades para participar do programa. As principais queixas são a falta de tempo – o edital foi publicado no dia 22 de janeiro e as obras precisam ser inscritas na licitação até 17 de março – e a falta de detalhes. Segundo a secretária de Educação Especial, Claudia Pereira Dutra, a iniciativa foi realizada de forma ampla. "Faremos um levantamento dos formatos disponíveis no mercado a partir desse edital. Por isso, não há quantas cópias nem quantos títulos serão comprados. Vai depender do que nos for apresentado", afirma. O edital prevê a inscrição de obras infantis, juvenis e de orientação pedagógica. Atualmente, há 700,6 mil crianças com deficiências matriculadas na educação básica. Esses kits serão distribuídos em cerca de 61 mil escolas públicas – de um universo de 170 mil – e institutos sem fins lucrativos.

Desafio – O principal desafio do mercado editorial para tornar possível a oferta desses produtos é a falta de mão-de-obra especializada. No Brasil, há apenas dois parques gráficos que imprimem em braile e produzem livros falados - Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo; e o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. "O problema não é de impressão. O gargalo é a editoração", diz Alfredo Weiszflog, presidente executivo da Fundação Dorina Nowill. "Não é uma simples transformação, muitos textos precisam de reinterpretação."

Fonte:  ANDI - Valor Econômico (SP), Silvia Costanti

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