Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Cultura

MEC comprará livros para crianças com deficiência


 

O material será distribuído em cerca de 61 mil escolas públicas e institutos sem fins lucrativos. Editoras reclamam da falta de condições para produzir esse tipo de publicação

Enquanto o governo e as entidades do mercado editorial discutem a regulamentação da Lei do Livro – que visa o acesso de deficientes visuais aos lançamentos do mercado editorial – a Secretaria de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC) fará um compra de R$ 25 milhões em livros de literatura. Serão obras em vários formatos, como audiolivros, impressão em braile e caracteres ampliados (para crianças com perda severa da visão). Esta é a primeira vez que o governo compra diretamente das editoras. Geralmente, o ministério adquire os livros didáticos através das gráficas especializadas nesse tipo de impressão. O mercado editorial, porém, está com dificuldades para participar do programa. As principais queixas são a falta de tempo – o edital foi publicado no dia 22 de janeiro e as obras precisam ser inscritas na licitação até 17 de março – e a falta de detalhes. Segundo a secretária de Educação Especial, Claudia Pereira Dutra, a iniciativa foi realizada de forma ampla. "Faremos um levantamento dos formatos disponíveis no mercado a partir desse edital. Por isso, não há quantas cópias nem quantos títulos serão comprados. Vai depender do que nos for apresentado", afirma. O edital prevê a inscrição de obras infantis, juvenis e de orientação pedagógica. Atualmente, há 700,6 mil crianças com deficiências matriculadas na educação básica. Esses kits serão distribuídos em cerca de 61 mil escolas públicas – de um universo de 170 mil – e institutos sem fins lucrativos.

Desafio – O principal desafio do mercado editorial para tornar possível a oferta desses produtos é a falta de mão-de-obra especializada. No Brasil, há apenas dois parques gráficos que imprimem em braile e produzem livros falados - Fundação Dorina Nowill para Cegos, em São Paulo; e o Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro. "O problema não é de impressão. O gargalo é a editoração", diz Alfredo Weiszflog, presidente executivo da Fundação Dorina Nowill. "Não é uma simples transformação, muitos textos precisam de reinterpretação."

Fonte:  ANDI - Valor Econômico (SP), Silvia Costanti

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Curta documentário “Pioneiros da Dança em Rondônia”

Curta documentário “Pioneiros da Dança em Rondônia”

Um curta documentário de 15 minutos “Pioneiros da Dança em Rondônia” nesta primeira edição a obra apresentará um recorte da história da dança dos d

AJEB RONDÔNIA  lança 1º Concurso de Ilustração “Rondônia em Cores” para valorizar cultura e novos talentos

AJEB RONDÔNIA lança 1º Concurso de Ilustração “Rondônia em Cores” para valorizar cultura e novos talentos

A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – Coordenadoria Rondônia (AJEB-RO) lançou oficialmente o Edital nº 01/2026, que institui o 1º Con

Mostra ‘Onde me encontro’ abre espaço para a expressão de mulheres do espectro autista

Mostra ‘Onde me encontro’ abre espaço para a expressão de mulheres do espectro autista

Em alusão ao abril azul, mês de conscientização do espectro autista, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) realizou atividades de produção artísti

“Contos de Quase Amores”, de Édier William

“Contos de Quase Amores”, de Édier William

A literatura afroamazônica contemporânea amplia seu alcance com o lançamento do e-book Contos de Quase Amores, do escritor rondoniense Édier William

Gente de Opinião Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)