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Jovem escritor rondoniense lança livro nesta quarta


 
Ele nasceu em 1991, é estudante de Arqueologia da UNIR e estreou na literatura em 2008 com “Nevon – O Pacto da Morte”.Jovem escritor rondoniense lança livro nesta quarta - Gente de Opinião

Émerson Machado é um jovem escritor rondoniense que lança nesta quarta-feira às 19h na Livraria Exclusiva (Porto Velho Shopping), com entrada franca, sua nova obra “O Investigador de Sótãos”.

O livro – que foi indicado para os alunos do Ensino Fundamental – é uma história envolvente e comovente e trata, além da amizade, de um tema que todos nós deveríamos discutir mais e com maior abertura: a doação de órgãos.

“Eu queria escrever uma história que misturasse amizade, mitologia e doação de córneas. Acho que criei uma história gostosa de ler e que adultos, jovens e crianças vão curtir”, diz o jovem autor.
Durante o lançamento o autor participará de um bate papo com o público.

A seguir, entrevista com Emerson Machado:


Como foi o início de Emerson Machado na literatura?
Pra falar a verdade, eu sempre gostei muito de ler e não de escrever. Já tinha pensado em escrever um livro, mas com sete anos de idade só consegui escrever uma página e meia sobre o Saci Pererê (rs). Quando estava na oitava série, uma professora pediu que escrevêssemos uma redação e déssemos continuidade a ela. Semanas depois eu estava com vinte páginas na mão e ela tendo que dar "Visto" em cada uma delas! Depois tive vontade de escrever um livro com um amigo, mas não dava muito certo. Então passei um tempo só lendo... E quando a minha irmã veio morar aqui em PVH por algum tempo, resolvi escrever uma história épica e passar para ela ler, e ela me incentivou muito. Surgiu então "Nevon - O Pacto de Morte", meu primeiro livro.

 Fale-nos um pouco sobre a sua obra "O Investigador de Sótãos", seu segundo livro. Como surgiu a idéia inicial para a criação desta obra?
Ah, "O Investigador de Sótãos" é uma história que eu realmente gosto. É o segundo publicado, mas o terceiro a ser escrito. A ideia surgiu de repente. Eu queria escrever uma história que misturasse amizade, mitologia e doação de córneas. Rapidamente Eanes (o garoto-problema que se autonomeia 'O Investigador de Sótãos') e o senhor Butzen (o velho senhor italiano que mora ao lado da casa de Eanes) foram tomando forma, e foram aparecendo as histórias em que o Etna é a personagem principal. Acho que criei uma história gostosa de ler e que crianças, jovens e adultos vão gostar!
 
Os leitores brasileiros estão se interessando mais pela literatura infanto-juvenil? O que você acha disso?
Isso é incrível! Eu achava que livros infanto-juvenis fazia muito sucesso entre as crianças, mas fico impressionado ao ver pessoas de muito mais idade procurando saber mais sobre essa área da literatura em comunidades virtuais, livrarias e editoras. Eu penso o seguinte: a literatura infanto-juvenil é feita com uma linguagem mais simples, que flui a leitura... Sem contar nas crianças que temos no nosso interior ansiosas para ler um bom livro!

 Seu livro foi indicado para o Ensino Fundamental. Você acha que seu livro pode ajudar a despertar o gosto pela literatura nos alunos?
Com certeza! Não é uma história cansativa, a leitura flui e os acontecimentos são interessantes. Sem falar no fato das crianças e adolescentes se identificarem com o personagem, uns não farão isso no início, mas logo mais pro fim pode acontecer. E vice-versa. E creio também que pode despertar o gosto pela escrita nos alunos, pois Eanes ('O Investigador de Sótãos') dá um exemplo muito bom depois que perde as histórias sobre o Etna contadas pelo seu melhor amigo e parceiro de suas descobertas mais recentes, o senhor Butzen. Ele resolve escrever sua própria história. O que pode dar ideia aos estudantes do Ensino Fundamental.

 Em relação ao mundo editorial, quais foram suas dificuldades para editar o livro?
Bem, o mundo editorial é realmente estranho (rs). Meu primeiro livro recebeu tanto "não" como resposta que eu quase desisti. Até que encontrei uma editora que cobrava apenas uma taxa pequena pela publicação, resolvi investir. E foi bom eu ter feito isso, pois me abriu outra porta. "O Investigador de Sótãos" foi publicado por uma outra editora, comercial, que investiu em mim e acreditou no meu livro e no meu potencial como escritor. Lançamento da Duna Dueto Editora, foi a primeira que eu mandei e algumas semanas depois já recebi uma resposta positiva. Acho que o que não se deve fazer é desistir. Eu poderia ter desanimado totalmente depois de tanto "não" com "Nevon - O Pacto de Morte", mas resolvi continuar escrevendo e não desisti de sonhar, porque pode até demorar, mas um dia acontece.

 Existem novos projetos em pauta?
Se existem outros projetos em pauta? Acho que uns vinte! (rs) Mas falando sério, eu tenho uma mente mutante. As ideias para enredos simplesmente afloram, pode ser ouvindo uma música ou simplesmente sentado olhando para o nada. Então tenho um livro pronto ("O Menino dos Olhos", escrito antes de "O Investigador de Sótãos") e estou reescrevendo-o para enviar para uma análise de publicação. Também venho escrevendo mais um infanto-juvenil intitulado "A Rua Número 12", onde volto a tratar do assunto sobre doação de órgãos que eu acho muito importante, e que as pessoas deveriam discutir mais abertamente. Fora esses, ainda tenho mais uns três esboços, todos com previsão de término para ainda este ano.

Fonte: Fred Perillo

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