Porto Velho (RO) terça-feira, 26 de março de 2019
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FIMCA PROMOVE OFICINA DE LIBRAS


 

FIMCA PROMOVE OFICINA DE LIBRAS
COM ACADÊMICOS E COLABORADORES

Com o objetivo de complementar e enriquecer a formação dos acadêmicos e colaboradores das áreas administrativa e pedagógica, a FIMCA – Faculdades Integradas Aparício Carvalho, concluiu mais uma atividade extracurricular, com o encerramento da Oficina de Iniciação em LIBRAS – Linguagem Brasileira de Sinais.

A oficina, com um total de 20 horas aula, foi ministrada pelo professor Marcus Antônio Loureiro do Nascimento, intérprete e tradutor, pós-graduado em LIBRAS, sendo a segunda oferecida neste semestre pela instituição. A primeira turma teve a participação de 20 interessados.Esta segunda, concluída sexta-feira (03/07), contou com 12 inscritos.

A oficina apresentou as estratégias iniciais para a comunicação com a pessoa surda, através do alfabeto manual e de vocábulos básicos da língua sinalizada. Para isso, os participantes conheceram a LIBRAS e aprenderam os diálogos iniciais do idioma, como cumprimentos, apresentações, solicitações de ajuda, sinalização de nomes, endereços e números no alfabeto manual, simulações de situações de convivência e comunicação com pessoas surdas no cotidiano.


Encerramento com prática

Durante a solenidade de encerramento das atividades e entrega dos certificados de conclusão da oficina, o grupo teve a oportunidade de treinar os conhecimentos adquiridos, com a presença de dois convidados especiais: Sérgio Maciel, instrutor de LIBRAS, e Madson Lino de Oliveira, auxiliar operacional, ambos surdos, que participaram de dinâmicas e dialogaram com os alunos, formulando pequenas frases com os sinais.

De acordo com o professor Marcos Antônio, o aprendizado de LIBRAS é um novo idioma. Todos precisam praticar, treinar em casa e memorizar os gestos. “É gratificante ver a alegria dos surdos quando encontram pessoas que sabem Libras”, ressaltou o instrutor.

Quem fez, gostou

A cada dia que passa a sociedade é convidada a acolher e conviver de forma harmoniosa com as diferenças, seja do ponto de vista social, político, pedagógico ou lingüístico. Uma oficina como esta, ao colaborar com a inclusão dos surdos na instituição e na sociedade, veio ao encontro dos interesses de estudantes e profissionais antenados com a realidade.

Michele Brasil, que cursa o 7º período de Biologia, disse que devido o seu curso ser de licenciatura e a legislação exigir o conhecimento da LIBRAS, resolveu aproveitar essa oportunidade, juntamente com alguns alunos da sua turma. “Eu pretendo dar continuidade, participando de outras iniciativas nesse sentido”, finalizou.

Outro acadêmico que fez a oficina e gostou da experiência foi João da Cruz, que cursa o 6º período de Biomedicina. Ele disse que tem alguns amigos surdos, e agora vai poder se comunicar melhor com eles. “Já consigo identificar uma pessoa surda na rua e achei a oficina muito boa. Com o aprendizado poderei me comunicar melhor com essas pessoas”, declarou.

A secretária da Diretoria Geral da FIMCA, Claudete do Vale Souza, está animada com o novo aprendizado. “Já consigo fazer vários sinais em Libras. É maravilhoso e bem útil. Nós que trabalhamos em contato com pessoas, temos que aprender. Estou gostando e pretendo estudar mais”, disse Claudete.

Flora Castelo Branco, assessora da Coordenação Acadêmica, declarou que esta “foi uma iniciativa maravilhosa da FIMCA, por estar oferecendo essa possibilidade de inclusão, aqui na faculdade, demonstrando uma preocupação holística”. Para ela, “todos da faculdade deveriam se interessar pela LIBRAS, para melhor atender aos surdos que nos procuram”.

LIBRAS na grade curricular de graduação

 “A oficina minimiza a barreira de comunicação entre ouvintes e surdos e promove integração dos portadores de surdez no ambiente da FIMCA. Ela será complementada depois com um curso de 100 horas, que também será aberto para todas as pessoas que queiram melhorar a comunicação com familiares, amigos, colaboradores, colegas de trabalho ou alunos por meio da LIBRAS”, informou a professora Sirlei Lourdes Oliva Grudzin, coordenadora do NAIA – Núcleo de Acompanhamento de Integração Acadêmica.

Ela destacou ainda que a LIBRAS, futuramente, será incorporada na grade curricular dos cursos de graduação da FIMCA, atendendo o disposto na Lei nº 10.436, de abril de 2002. “Vamos começar já no próximo semestre com o curso de Turismo. Serão 40 horas aula sob a responsabilidade de Carolina Lovo, a primeira pedagoga surda de Rondônia, com o acompanhamento do intérprete e tradutor Marcus Antônio Loureiro do Nascimento”, concluiu

Fonte: Ascom

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