Terça-feira, 29 de setembro de 2015 - 17h50
“A História da Eternidade”, o longa-metragem pernambucano produzido no ano passado foi feito para emocionar e é mais uma amostra de como o árido solo do sertão nordestino continua sendo – talvez sempre será – terreno extremamente fértil em inspiração, sensibilidade e beleza. Com roteiro e direção de Camilo Cavalcante e produção da Aurora Cinema e República Pureza, o longa é o filme convidado da edição 2015 do Festcineamazônia. O filme será exibido dia 06, na abertura do festival, no Teatro 1 do Sesc Esplanada, a partir das 20h. A entrada é franca.
Em um pequeno vilarejo no sertão, três histórias de amor e desejo revolucionam a paisagem afetiva de seus moradores. Alfonsina tem 15 anos e sonha conhecer o mar. Querência está na faixa dos 40. Das Dores, já no fim da vida, recebe o neto após um passado turbulento. Personagens de um mundo romanesco, com as concepções da vida limitadas, de um lado pelos instintos humanos, do outro por um destino cego e fatalista.
A paisagem desértica do vilarejo de 40 pessoas é o pano de fundo para a história dos três personagens. Um lugar ermo, onde tudo acontece num ritmo cadenciado, inspirando momentos extremamente viscerais dentro do ciclo que se repete eternamente no palco da tragédia humana. Segundo Cavalcante, o filme se propõe a ser “um exercício de delicadeza, a usar do cinema como instrumento latente de poesia, com todas as implicações desta palavra no sentido libertador, de subversão da realidade, de inconformismo com a estreita sociedade que nos cerca”.
“A História da Humanidade” conta com as participações de Irandhir Santos, Marcélia Cartaxo, Zezita Matos, Claudio Jaborandy e Maxwell Nascimento no elenco. Direção de fotografia de Beto Martins e trilha sonora original de Zibigniew Preisner e Dominguinhos.
Camilo Cavalcante
Em se tratando de cinema, Camilo Cavalcante é um daqueles profissionais que “atua nas onze”. Produtor, roteirista e diretor desde 1995, já realizou catorze curtas–metragens em diferentes formatos do VHS ao Digital. Passando pelo 16mm e 35 mm. Entre eles: “Leviatã; O Velho, O Mar E O Lago”; “A História da Humanidade”; “Rapsódia Para Um Homem Comum”; “O Presidente Dos Estados Unidos”; “Ave Maria Ou Mãe dos Sertões e My Way”. Somam-se obras, acumulam-se prêmios: já são mais de 120 no total em 20 anos de carreira.
Em parceria com Cláudio Assis, dirigiu o documentário “Eu Vou De Volta”, que aborda duas viagens realizadas simultaneamente em ônibus clandestino: a ida de Caruaru (a maior cidade do agreste pernambucano) até São Paulo e a volta de São Paulo a Caruaru. Para teatro, dirigiu o monólogo “O Cão Sem Plumas”, do poema de João Cabral de Melo Neto.
Já na televisão, produziu e dirigiu a série de TV “Olhar”, que está sendo exibida pelo Canal Brasil. É idealizador do “Cinema Volante Luar do Sertão” que exibe curtas-metragens gratuitamente em cidades do semi-árido.
O Festcineamazônia 2015 tem o patrocínio do BNDES, Governo Federal, Ministério da Cultura,Secretaria do Audiovisual, Lei Rouanet, apoio cultural da Prefeitura de Porto Velho, Funcultural. Governo de Rondônia através da SEJUCEL, Sesc Rondônia, Iphan. O Festcineamazonia é membro do Greenfilm Network e do Fórum dos Festivais.
Fonte: Jurandir Costa
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