Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Cultura

Expansão sem controle causa problemas em Rondônia


 
Apesar das conseqüências negativas do Programa de Expansão e Reestruturação das Universidades Federais (REUNI) ainda não serem tão sentidas na UFSM, outras universidades estão em situação quase de calamidade por causa do decreto do governo federal. Exemplo disso é a Universidade Federal de Rondônia (UNIR), que tem suas condições de trabalho denunciadas há algum tempo pela ADUNIR, seção sindical do ANDES-SN..

Durante o 30º Congresso do ANDES, realizado entre os dias 14 e 20 de fevereiro, em Uberlândia (MG), a professora Valterlina Brasil, presidente da ADUNIR, além de preparar uma moção de repúdio à situação e de colar nos corredores recortes de jornal que explicavam a situação, também falou à assessoria de imprensa da SEDUFSM sobre os problemas enfrentados pelos docentes da UNIR.

Para Valterlina o grande problema encontrado em Rondônia hoje é a estrutura física da universidade: “com a implantação do REUNI vimos uma série de obras não concluídas dentro da universidade e um grande desgaste das estruturas já existentes. Hoje, alguns prédios não têm banheiro, e os banheiros que existem são em pavimentos superiores, ou seja, tem que chegar lá de escada, o que é ruim para idosos e cadeirantes. Não há água disponível para beber. O lixo não é retirado com a regularidade necessária. As sobras de material das obras não seguem padrão de segurança algum. A própria UNIR não segue padrões de segurança em relação à instalação elétrica e a possíveis incêndios”.

A professora também lamenta que os alunos tenham se “acostumado” à situação, e não se manifestem contra a precarização da universidade: “os alunos já até consideram normal estar em uma sala de aula onde o ar-condicionado pinga, molha. Normal não ter luz no campus à noite, não ter segurança. O campus de Porto Velho é constantemente roubado. Parece lenda, mas roubaram um barco durante o dia dentro da universidade”.

A ADUNIR vem tentando lutar contra as situações encontradas na universidade. Os docentes já foram ao Ministério Público, ao Ministério Público do Trabalho e à imprensa diversas vezes. Mas, infelizmente, segundo Valterlina, as condições de trabalho não melhoraram, apenas pioraram: “nós hoje varremos as salas, lavamos os laboratórios, digitamos e protocolamos documentos, carregamos caixas. Não temos condições de trabalhar”, finaliza a professora e sindicalista.

Fonte: Ascom/Adunir
 

Gente de OpiniãoQuinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

CEPC/RO inicia escutas setoriais para construção do PAR da PNAB – Ciclo 2

CEPC/RO inicia escutas setoriais para construção do PAR da PNAB – Ciclo 2

Têm início hoje (10) as escutas setoriais que irão subsidiar a SEJUCEL na construção do Plano de Aplicação de Recursos (PAR) da Política Nacional Al

Pirarucu do Madeira reúne famílias e celebra a tradição do Carnaval

Pirarucu do Madeira reúne famílias e celebra a tradição do Carnaval

“Ô abre alas que eu quero passar…”, ao som contagiante das marchinhas de Carnaval, o bloco Pirarucu do Madeira tomou conta das ruas de Porto Velho em

Presidente da Câmara de Jaboticabal SP recebe escritoras da AJEB-RO

Presidente da Câmara de Jaboticabal SP recebe escritoras da AJEB-RO

O presidente da Câmara Municipal de Jaboticabal, Ronaldo Peruci, recebeu as escritoras Luciana Barbieri e Rosângela Arend, representantes da AJEB-RO

Concessão do Teatro Guaporé para o TJ escancara política histórica de abandono da cultura em Rondônia, segundo CEPC/RO

Concessão do Teatro Guaporé para o TJ escancara política histórica de abandono da cultura em Rondônia, segundo CEPC/RO

O Conselho Estadual de Política Cultural de Rondônia (CEPC/RO) manifesta preocupação com a decisão do Governo do Estado de conceder o Teatro Guaporé

Gente de Opinião Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)