Porto Velho (RO) segunda-feira, 27 de janeiro de 2020
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CORAL LOTA TEATRO 'CANTANDO HISTÓRIAS' DE PORTO VELHO'


   CORAL LOTA TEATRO 'CANTANDO HISTÓRIAS' DE PORTO VELHO' - Gente de Opinião
Ao final a maestrina Sabrina Sena agradeceu as presenças e o apoio

Mais de 300 pessoas de todas as idades lotaram e aplaudiram muito, na noite de terça-feira, a segunda apresentação do espetáculo "Cantando Histórias", regido pela maestrina Sabrine Sena, com músicas onde os coralistas falaram das coisas e da história de Porto Velho, em músicas adaptadas.

Com participação de 50 coralistas, sendo 39 mulheres e 11 homens, o espetáculo tornou-se possível com a junção dos corais "Canto Livre", do MP/RO (20 participantes); "Vozes do Madeira", do TJ/RO (17) e "ONG Moradia e cidadania", da Caixa (13), além de uma orquestra formada por cinco músicos e, para a apresentação, como disse a maestrina ao final do espetáculo, "foram três meses seguidos de muito trabalho", ela própria na produção musical (com Mauro Araújo) e na preparação musical e cênica (com Márcia Aguiar).

CORAL LOTA TEATRO 'CANTANDO HISTÓRIAS' DE PORTO VELHO' - Gente de Opinião
Último ato, o trem da Madeira-Mamoré vai partir da estação Porto Velho


O espetáculo foi ponteado pela leitura de textos preparados por membros do próprio coral, a partir de depoimentos das vidas de suas famílias em vários momentos da história de Rondônia, com destaque para a de Porto Velho, com passagens, por exemplo, das narrativas sobre os que vieram trabalhar na Madeira-Mamoré, no garimpo ou até pela BR-364 na época dos imensos atoleiros durante a grande "corrida para o Oeste" nas décadas de 1960 até 1990.

Com apresentação de 23 músicas, em todas com a coreografia respectivas, o grande momento foi quando da interpretação de "Estrada de Ferro Madeira-Mamoré" (domínio público), composição que fala do principal patrimônio histórico de Rondônia,  sendo também parte do "Cantando Histórias" outras composições como "Um canto em favor das Matas" (Bado), "Lavadeiras (Bado e Binho), "Porto Velho é um bom lugar" (Lindolfo Barbosa), "Amor de índio" (Beto Guedes e Ronaldo Bastos), e muitas outras, sendo a única com interpretação solo a composição de Antonio Serpa do Amaral "Quem cantará o Mocambo", interpretada pela cantora e coralista Rose Chagas.

Depois de duas apresentações seguidas o show "Cantando Histórias" não terá espetáculo nesta quarta-feira, mas amanhã e sexta, sempre às 20 horas no Teatro Guaporé (anexo ao Palácio das Artes), retorna com o coral, sendo a entrada um quilo de alimentos não perecíveis por pessoa, num espetáculo aberto a qualquer idade e com duração de uma e meia hora.

Fonte: Lúcio Albuquerque

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