Quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022 - 14h06

A diversidade das comunidades
que fazem parte do Vale do Guaporé é tema da Live Quilombo, Residência
Artística Flutuante pelas águas do Vale do Guaporé, com exibição da videodança:
GuaritêBenguela e do documentário “Quilombola veias negras do Guaporé”. Após
exibição será realizado debate com convidados para discussão e aprofundamento
do tema. O projeto será transmitido online nos dias 16 e 17 de fevereiro a
partir das 19h.
O projeto foi contemplado no
Edital nº 34/2021/SEJUCEL-CODEC - 2ª Edição Mary Cyanne - Prêmio de Produção
Artístico-Cultural para transmissões ao vivo/gravadas - Lei Aldir Blanc.
Sobre
o projeto
Quilombo, Residência Artística
Flutuante pelas águas do Vale do Guaporé, no Estado de Rondônia – Amazônia foi
uma residência/intercâmbio artístico entre artistas da dança de Porto Velho e
artista brincantes (os jovens, os mestres e as mestras) dos quilombos das
cidades brasileiras e bolivianas ao longo do Rio Guaporé (Vale do Guaporé).
O Vale do Guaporé é um lugar
único, por sua paisagem natural e humana. Comunidades indígenas, quilombos que
habitam esse celeiro espetacular de memórias, sons, movimentos e imagens do
Brasil e da Bolívia. O Vale do Guaporé situa-se na fronteira Brasil-Bolívia,
dentro de boa parte do território de Rondônia e com poucos estudos acerca de
sua população, suas festas e danças.
A proposta, além de mostrar os
valores culturais registrados nos documentários, é de dar visibilidade aos
quilombolas e as condições de vida, como o difícil acesso territorial e de
comunicação, baixa visibilidade e falta de políticas públicas afirmativas e
reparativas, como o direito às suas tradições culturais e a demarcação e
garantias de suas terras. Além do mais o povo quilombola tem um grande legado
na construção do Estado de Rondônia.
Trajetória
O projeto foi selecionado pelo
Edital da Funarte Klauss Vianna de fomento a dança e foi executado em 2015, em
14 Quilombos, gerando vários conteúdos e produtos culturais, a exemplo de 01
vídeodança: GuariterêBenguela (5’43) e
um documentário: Quilombola veias negras do guaporé (26:07). A vídeodança
recebeu mais de 5 prêmios em festivais da Amazônia, destacando-se como um
registro importante da dança que é praticada nesses espaços e territórios de
pertencimentos do povo guaporeano. Já o documentário ganhou visibilidade e
ultrapassou as fronteiras brasileiras sendo exibidos em diversos país, entre
eles a Bolívia e a República de Angola, na África.
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