Quinta-feira, 22 de novembro de 2018 - 12h45

Arqueólogos estão trabalhando na
praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em busca de vestígios da época da
construção da ferrovia, há mais de 100 anos. O trabalho está sendo feito por
uma equipe contratada pela Santo Antônio Energia em atendimento a uma exigência
do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) por se tratar
de uma área tombada pelo instituto e que passará por obras de revitalização.
Já foram feitas mais de 400 pequenas
escavações, chamadas de prospecção, em toda a área da praça com a descoberta de
fragmentos de vasos de cerâmica histórica, garrafas irlandesas antigas, pregos
de dormentes, uma base de concreto feita com rochas que pode ter sido o
alicerce de alguma construção e ainda uma estrutura de manilhas
de barros que, segundo os arqueólogos, pode ser de um sistema de
esgoto, provavelmente de
1917. “Estamos na metade dos trabalhos. Tudo o que achamos identificamos e
levamos para nossa reserva técnica que é onde fazemos a curadoria dos
materiais, ou seja, higienizamos e catalogamos item por item. Depois disso,
fazemos as análises, onde buscamos o máximo de informações possíveis sobre cada
peça”, explica o arqueólogo Renato do Nascimento.
Segundo o coordenador de Meio
Ambiente da Santo Antônio Energia, Kaio Ribeiro, as ações arqueológicas
asseguram a preservação da história da ferrovia. “É muito importante resgatar
qualquer vestígio que ajuda a contar a história da construção da lendária
Madeira-Mamoré. Acreditamos que no futuro estes materiais farão parte de um
importante acervo para que a população enriqueça os conhecimentos sobre a
ferrovia”, declara.
Os trabalhos de arqueologia que estão
sendo feitos na praça e a construção do muro de proteção já iniciado na margem
do rio são as ações iniciais que fazem parte do importante projeto de
revitalização do complexo da Madeira-Mamoré, resultado de uma parceria entre a
Santo Antônio Energia e a Prefeitura Municipal de Porto Velho.
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