Terça-feira, 25 de junho de 2024 - 10h44

Dizem que os velhos vivem de
lembranças. Bem, na minha cabeça, mesmo sabendo que sou um velho ainda
continuo, mais ou menos, novo na medida em que ainda alimento sonhos. De forma
que não sou um saudosista nato. Preciso que alguém me motive para voltar ao
passado. E isto aconteceu, nos últimos dias, por conta do Lucio Albuquerque,
ex-editor do Alto Madeira, que me fez retroceder no tempo ao perguntar sobre a
passagem do geografo Milton Santos em Rondônia. É uma das histórias pouco
conhecidas sobre o nosso Estado que, ao contrário do que se pensa, não cresceu
sem planejamento. E isto se deve, sem dúvida, ao ex-governador Humberto da
Silva Guedes e ao Capitão Silvio Gonçalves de Farias. O coronel Guedes, que na
sua gestão elaborou o POLONOROESTE, programa que permitiu depois asfaltar a
BR-364, com apoio da Superintendência de Desenvolvimento do
Centro-Oeste-SUDECO, além de criar uma estrutura administrativa diferente para
o Território, criando as secretárias, contratou as primeiras equipes técnicas,
e arregimentou a Universidade de Brasília,
além de outros especialistas de vários setores, como, por exemplo, os
arquitetos Paulo Zimbres, que criou o primeiro sistema viário de Porto Velho, Paulo
Magalhães, Silvio Sawaia, Antonio Carlos Cabral Carpintero e Roberto Monte-Mór,
artífices da hierarquização urbana existente na época. São desta época o
primeiro plano de Educação, de Saúde, de estradas, e a própria criação do DER,
o Sistema Viário de Porto Velho, a abertura de novos municípios (foram criados
mais sete municípios pela Lei 6.448, de 11 de outubro de 1977), um projeto de
hierarquização urbana do Território e até um grande estudo para habitações
adaptadas à região. A principal contribuição de Milton Santos foi ter feito um
trabalho, com o apoio de técnicos locais, pensando o futuro, que gestou os Núcleos Urbanos de Apoio Rural -
NUARs, muitos dos quais, como os de Mirante da Serra ou Nova União,
transformar-se-iam em futuros municípios. A idéia central foi a de distribuir a
ocupação urbana espacialmente e dar apoio aos projetos de colonização para
impedir a migração da população rural para os grandes centros. Se Rondônia,
hoje, tem a pujança que possui, uma distribuição econômica equilibrada, vem
deste trabalho de Guedes e do Capitão Silvio, que teve a notável contribuição
de Milton Santos. Antes todos os centros urbanos ficavam na BR-364, inclusive
por questão de acesso, Depois os novos municípios surgiram em cima dos locais
planejados. Rondônia não é fruto do acaso. Há por trás de seu crescimento todo
um trabalho de planejamento que teria continuidade com o Zoneamento Econômico
Ecológico, uma ideia de técnicos locais para conter o desmatamento e unir
economia e ecologia, que gerou a preservação e a criação de mais de sete
dezenas de reservas. Esta, porém é uma outra história que deveria ser contada
pelos seus principais autores, pessoas com grandes serviços prestados à
Rondônia, como Joel Mauro Magalhães, Maria Emilia Silva e Emanuel Fulton
Madeira Casara (Lito Casara).
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