Quinta-feira, 11 de junho de 2026 - 18h05

Como tem
sido comum no primeiro jogo de copa do mundo o futebol de México e África do
Sul não foi lá essas coisas, embora tenha sido uma grande festa para os
torcedores que foram para o estádio Azteca. O dono da casa ganhou sem grandes
problemas, sem susto nenhum e não precisou nem de sorte nem de esforço para
ganhar, o que também não permite que se tenha uma visão do que poderá fazer
nesta copa. Não há dúvida que foi uma partida disputada, até acirrada mesmo,
com umas faltas claramente desnecessárias. A África do Sul, porém é uma equipe
muito frágil defensivamente e, ao que parece, para reforçar sua defesa abriu
mão de ser mais ofensiva. A questão é que a sua defesa é muito fraca. E mesmo
sem uma pressão tão forte por parte do México entregou a rapadura bem cedo. Com
a bola dominada pelo goleiro William este entregou para Sithole que perdeu a
bola e Quiñones não perdoou, com um chute forte, aos oito minutos, fez o
primeiro gol da copa. O jogo prosseguiu depois sem grandes novidades com o
México sendo mais efetivo e dominando as ações sem, contudo, ser muito
eficiente. O primeiro tempo terminou com um único chute a gol dos africanos do
sul, o que demonstra o domínio mexicano. O segundo tempo não foi muito diferente:
um domínio claro mexicano e erros seguidos do time africano. E, logo aos 4 minutos, a expulsão bem feita do Sithole,
que fez uma falta próxima da área em Gutiérrez, facilitou tudo ainda mais. E a forma do jogo indicava ser uma questão de
tempo para ser liquidado. E, aos 21 minutos, realmente, isto aconteceu com Raúl
Jiménez aproveitando de cabeça um lançamento de Alvarado. Daí para a frente não
houve mais muita coisa. A África do Sul ficou com dez jogadores depois de Zwane
fazer falta em Alvarado. Com dois
jogadores a menos o restava era impedir o terceiro que o time mexicano buscou
até os minutos finais da partida. Nos acréscimos o zagueiro Montes, do México,
recebeu cartão vermelho por impedir uma chance de gol da equipe da África do
Sul. E foi só: 2x0 ficou de bom tamanho. O juiz brasileiro Wilton Pereira
Sampaio fez um bom trabalho. Tranquilo, seguro, fez o que devia fazer com
discrição e expulsou quem devia expulsar. Teve uma atuação ativa, é verdade,
sem, no entanto, influir no resultado, que, aliás, se deve mais à própria África
do Sul. Quiñones foi o nome do jogo. Pelo gol e pela atuação.
(*) Um
Estranho no Ninho (https://spersivo.blogspot.com/).
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