Porto Velho (RO) sábado, 4 de julho de 2020
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Silvio Persivo

A FALTA DO EMPREENDEDORISMO NAS UNIVERSIDADES


Gente de Opinião
 
Com o título de "O empreendedorismo, a passos de formiga, cresce nas universidades" a revista Exame, numa matéria de Mariana Fonseca, se debruça sob um grande problema da universidade brasileira que é a do seu distanciamento da modernidade ao abordar a questão dramática da falta de empreendedorismo dos alunos, que reflete nada mais do que a indisposição do ambiente universitário para se conectar com a realidade competitiva que o cerca. A matéria mostra que "Apenas 6% dos alunos de ensino superior são empreendedores" e que existem iniciativas para mudar isto, mas, são muito tímidas, quando não individuais. Eis abaixo um trecho da interessante reportagem: 
 
" Pense numa sala típica de uma universidade brasileira, com 50 alunos. Quantos sonham com um cargo em órgãos públicos assim que se formarem? Cerca de 21 estudantes. E quantos deles são donos do próprio negócio? Apenas três. O principal motivo para esta discrepância de expectativas profissionais não é a falta de recursos financeiros: 30% dos universitários dizem não possui interesse em empreender simplesmente por nunca ter pensado em tal possibilidade, desconhecida ao longo da vida escolar.

Os dados são da quarta edição da pesquisa “Empreendedorismo nas Universidades Brasileiras”, realizada pela Endeavor e pelo Sebrae no ano passado. O estudo contou com a participação de 2230 alunos e 680 professores, pertencentes a mais de 70 instituições de ensino superior pelo país. Há cerca de 20 anos, começou-se a ouvir conversas no Brasil sobre empreendedorismo nas universidades, segundo a diretora técnica do Sebrae Heloísa Menezes. “Houve iniciativas muito pontuais nas universidades, especialmente as ligadas aos cursos de administração e ciências da computação”, analisa.  Algumas universidades espalhadas pelo Brasil querem mudar o desconhecimento sobre o empreendedorismo como opção de carreira. Nelas, a cada novo ano escolar, os alunos podem elaborar planos de negócios; expor suas ideias em feiras; capacitar-se em workshops; participar de aceleradoras, empresas juniores e incubadoras; e, por fim, conversar com investidores e lançar sua própria empresa. Projetos que incentivem a criação de negócios nas universidades, infelizmente, ainda são ilhas de excelência no mar do ensino superior brasileiro. A média de satisfação entre alunos quanto às iniciativas de empreendedorismo dentro da universidade é de apenas 36%, ainda segundo a pesquisa da Endeavor com o Sebrae. Falta até o mais básico: somente 28,4% dos estudantes cursaram na universidade uma disciplina diretamente relacionada ao empreendedorismo. E, das que oferecem tais matérias, 54,5% são sobre “inspiração”. Nesta inspiração deveria estar inclusa a análise do próprio perfil do universitário: o primeiro passo para que mais jovens descubram se querem ou não empreender é realizar um processo de autoconhecimento – um serviço distante para a maioria das instituições de ensino médio e superior.

Fonte: Blog Diz Persivo

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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