Porto Velho (RO) terça-feira, 11 de dezembro de 2018
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Sérgio Ramos

Como votar sem correr risco de errar - Por Sérgio Ramos


Como votar sem correr risco de errar - Por Sérgio Ramos - Gente de Opinião
Como votar sem correr risco de errar - Por Sérgio Ramos - Gente de Opinião

As eleições estão prestes a ocorrer. E o que não faltam são candidatos. Isso só demonstra que a nossa Democracia continua firme, e que apesar do senso comum de que a política “não presta”, que o “sistema não presta” e de que “nada presta” etc. o certo é que a cada eleição só aumenta o número de candidatos.

Vamos pensar: se a política “não presta”, se o “sistema não presta”, por que alguém pretenderia participar da política e do sistema? Por que os eleitores defendem seus candidatos com tanta convicção?

Sim, estamos passando por um mau momento. Se há corruptos na política devem-se punir apenas os corruptos, e não a política. É como se a sociedade inteira tivesse que ser punida em função de seus criminosos. Resumindo num clichê: não se deve jogar a água da banheira e a criança junto. O que não presta mais é a agua, que está suja, essa podemos trocar e continuar limpando a criança.

Política só faz sentido nas Democracias.

E o que é, afinal, política? Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. O termo tem origem no grego politiká, uma derivação de polis que designa aquilo que é público. Em resumo é isso.

Nascemos para a política, como bem disse Aristóteles, o grego: “O homem é um animal político”. Vamos brincar de silogismo aristotélico? Premissas: 1. Homem é um animal. 2. Todos os animais homens (humanos) são políticos. Conclusão: se somos animais da espécie humana (homem), logo somos políticos. Assim, temos o direito de exercê-la, porque é da nossa natureza. E temos o privilégio de viver sob uma Constituição que nos permite exercermos a nossa vocação. Acredite, há humanos que não proibido de votar. Isso ocorre nas ditaduras, ou quando votam são obrigados a votar no ditador. Ou seja, não a liberdade de escolha.

Sem política, sobra “porrada”, parafraseando o jornalista Reinaldo Azevedo. Se na política temos a opção de escolher, de negociar, de compatibilizar interesses, na “porrada” – isto é, nas ditaduras – não temos chance nenhuma. Vale o que o ditador diz, e não o povo.

Nas Democracias o povo delega seus representantes, para ocupar cargos legislativos e executivos. No primeiro caso, tem-se o Poder Legislativo, o mais importante, porque é onde se elaboram as leis. O povo tem “a caneta” como se diz por ai. O Executivo apenas as executa e o Judiciário as aplica em seus julgamentos. Isso se continuarmos optando pela política. Na “porrada”, só quem tem voz é o ditador. Ele concentra os três poderes, nele mesmo. De outra forma, é quem legisla, executa e julga.

Somos livres para escolher os nossos representantes e executores. A internet está à nossa disposição para conhecermos as propostas e a vida pregressa dos pretendentes a nossos representantes e executores. No popular: dos nossos servidores, afinal os escolhermos e pagamos os seus salários e podemos demiti-los. Somo o patrão, sem nenhum exagero.

Então não há desculpas para não escolher o seu representante e executivo; afinal, o que não falta é informações. E isso também só acontece nas Democracias.

Votar, apesar de ser obrigatório – podemos debater sobre isso em outra ocasião -, é o poder supremo que nós temos. Por meio dele podemos demitir nossos representantes e executores. E temos agora mais uma oportunidade. E não podemos errar.

Pois bem. Este ano teremos que votar em muitos candidatos. Veja a lista, que está na ordem da urna eletrônica.

1º. Deputado Federal – 4 números ou dígitos;

2º. Deputado Estadual ou Distrital – 5 números ou dígitos;

3º. Senador – primeira vaga – 3 números ou dígitos;

4º. Senador – segunda vaga – 3 números ou dígitos;

5º. Governador – 2 números ou dígitos;

6º. Presidente da República – 2 números ou dígitos.

Serão seis votações e dezenove números a serem digitados. É muita coisa. Não será fácil decorar tantos números. Além disso, há muitos candidatos, como já citei. Um número digitado errado e o seu voto poderá ir para o adversário. E não queremos eleger adversários, não é verdade?

Além disso, tentar lembrar-nos do número no candidato no momento da votação, só contribuirá para atrasar o ato, condenando você mesmo e os demais a passar mais tempo numa seção de votação, podendo aproveitar o nosso domingo de outra forma. A lista é imensa, principalmente para deputados estaduais e federais. Não podemos arriscar.

A novidade nessas eleições, é que teremos que escolher dois senadores, que corresponde a 3º e a 4º votação, conforme a sequência da urna acima.

Atenção! Se digitarmos o mesmo número para os dois candidatos ao Senado, o segundo será anulado. Assim, só um será escolhido e não dois, que temos o direito e do dever de escolher.

E por que temos que votar em dois candidatos ao Senado? Por que apesar do mandato de Senador ser de oito anos, a renovação do Senado Federal é feita de quatro em quatro anos, sendo alternada por um e dois terços a cada eleição. Nessas eleições, será a vez da renovação dos dois terços. Assim, estão em disputa somente cinquenta e quatro  cadeiras das oitenta e uma, que formam a totalidade do Senado Federal.

Serão também eleitos nestas eleições: um presidente da República, vinte e sete governadores, quinhentos e treze  deputados Federais, e deputados estaduais em número previsto para cada Estado. Pesquise sobre o seu.

Então caros eleitores, para não correr o risco de votar em candidato não desejado, e muito menos se atrasar e atrasar os demais na seção de votação, a melhor é única recomendação a fazer uma cola. Pois não poderemos entrar com celulares ou outros equipamentos eletrônicos na cabine de votação.

Imprima o modelo de cola abaixo, e preencha com os números de todos os seus seis candidatos. Levar para dentro da cabine e digitar os números, conferir a foto e digitar “Confirma”, seis vezes seguidas. Isso não levará mais do que um minuto.

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Depois de votar, destrua a sua cola. Não jogue na rua. Afinal, esses são os nossos votos, a nossa cola.

Outra novidade nessas eleições é o Título de Eleitor Eletrônico.

Estamos na era do aplicativo. Assim, a Justiça Eleitoral, a qual tem garantido a lisura das eleições por meio da votação eletrônica – já são 22 anos de sucesso -, não poderia deixar de ampliar os serviços eleitorais às tecnologias, facilitando cada vez mais o ato de votar, e consequentemente, a vida já tão atribulada do eleitor.

Então se você fez o cadastro biométrico, poderá baixar no seu celular, o aplicativo E-Título, na loja de aplicativos do seu telefone.

Uma vez baixado, basta digitar o seu nome, data de nascimento, número do título e o nome dos pais, e o seu Título de Eleitor surgirá na telinha do seu telefone.

Uma vez acessado o seu cadastro, poderá ainda consultar o local de votação, autenticar documentos tais como título de eleitor, certidão de crimes eleitorais e certidão de quitação eleitoral, por meio de leitura de Código QR.

Como treinar é a porta para o sucesso, acesse também o site do Tribunal Superior Eleitoral – TSE, por este endereço: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2018/simulador-de-votacao-na-urna-eletronica -, e terá acesso ao Simulador de votação na urna eletrônica. E pode treinar à vontade.

 Bom, agora não há mais desculpas para não exercer o seu poder de decidir sobre quem lhe representará nos legislativos estaduais e federais, bem como quem governará o Brasil e o seu Estado.

Por fim, resta-nos esperar o dia 7 e o dia 28 de outubro para fazer a diferença. Obviamente, só será necessário votar no dia 28 se houver necessidade de segundo turno, que a acontece somente quando nenhum dos candidatos concorrentes consegue a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, 50% mais um voto.

Boa sorte!

Viva a Democracia!

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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