Sábado, 25 de fevereiro de 2012 - 06h51
Não há mais como postergar uma decisão já, urgente, para ontem. O que está acontecendo na BR 364 não é mais uma simples sucessão de acidentes trágicos, mas mortes violentas anunciadas. Claro que há os que abusam da velocidade e cometem pecados mortais no trânsito, mas na maioria dos casos o que vem fazendo com que a rodovia se torne um verdadeiro açougue, são os buracos, enormes, seguidos, por vezes ocupando uma pista inteira, em trechos com um tráfego cada vez mais intenso.
Se as promessas de soluçãojá feitas por políticos tivessem se tornado realidade, a 364 já estaria triplicada ou quadruplicada. Mas, é claro, promessas são feitas perto de campanhas eleitorais, quando todos os candidatos querem é se eleger. E o resto que se dane. Há anos se ouve falar na crise da BR 364, a principal ligação de Rondônia com o resto do país. Nunca se viu a não ser remendos e mais remendos, enquanto a rodovia se deteriora, se acaba em várias trechos, transforma uma viagem, mesmo que curta, numa verdadeira roleta russa. Quando o deputado federal Eduardo Valverde morreu, no ano passado, em mais um desses acidentes absurdos, ouviu-se protestos, promessas (de novo!) de solução, mas, bastou passarem algumas semanas e não se falou mais no assunto.
Nos últimos meses, várias mortes, feridos, acidentes graves, perigo constante, deixaram claro que não há mais como empurrar com a barriga a situação da 364. Ela é de responsabilidade da União, mas só com muita pressão do governo estadual e da bancada federal, além de manifestações das comunidades que têm perdido vidas e mais vidas, podem sacudir a poeira. Para fazer com que o Dnit, enfim, pegue a dinheirama que tem em seus cofres e lembre que as vidas perdidas nesse canto do Brasil, têm que servir ao menos como motivos concretos para que se acabe com a mortandade. Chega de discurso e de promessas! Duplicação já! Não dá mais para suportar a forma leviana e irresponsável com que as autoridades estão tratando a questão da BR 364. Rondônia precisa se levantar contra essa série de tragédias que vem enlutando nossas comunidades.
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