Porto Velho (RO) segunda-feira, 21 de outubro de 2019
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Gente de Opinião

Paulo Saldanha

O EXÉRCITO BRASILEIRO E O DIA DO SOLDADO


 
No portal do Exército Brasileiro encontramos um manancial de registros, ricas mensagens que traduzem toda a história de nossa Força Terrestre, desde os primórdios, quando a Nação já se formava desejosa de ver respeitada a integridade do torrão pátrio, em que índios, negros, brasileiros, enfim, aqui nascidos iam concebendo os meios para unidos, expulsarem os invasores. O sentimento nativista, que impulsionava o sentido de brasilidade já permeava o espírito do homem cidadão que admitia morrer pela Pátria, visando a assegurar o respeito que a terra brasileira, através de seus filhos, exigia e exige como ponto de honra e soberania de um povo. 

“O Exército, sempre integrado por elementos de todos os matizes sociais, nasceu com a própria Nação e, desde então, participa ativamente da história brasileira”, está ali escrito, traduzindo a sabedoria do que, na prática, se observa. O soldado brasileiro vem de dentro da sociedade nacional e naquela exemplar Escola, que prepara homens e mulheres para vencer os desafios, os nossos jovens recolhem o aprendizado que a caserna lhes proporciona, de forma tão competente quanto idealista, ensejando, assim, uma formação cívica que complementa as lições herdadas no berço familiar. Muitas vezes coloca ordem e até reconstrói, melhorando o caráter que observa no brasileiro que recolhe à serviço da Pátria... 

Quando se chega à vida militar podemos até concluir que o jovem chega carente das condições de iniciativa, desenvoltura, ação e visão de futuro que os dias vindouros lhe exigirão. Lá, na caserna, o jovem aprende a agir de forma pro-ativa, despe-se da carência de vivacidade e aprimora-se no rumo que deve perseguir, na vertente que o faz enxergar a obrigação e o direito de se tornar melhor cidadão e um ser humano mais consciente do seu papel na sociedade. 

Podem existir Escolas de vida iguais, porém mais competentes do que as Forças Militares do Brasil não conheço! Quando, aos 19 anos de idade, servi na então Sexta Companhia de Fronteira, aqui em Guajará recebi verdadeiras aulas, através do treinamento dirigido e dos exemplos recolhidos na observação de Oficiais e Sargentos, meus superiores; e lá eu aprendi a valorizar o planejamento como instrumento de qualquer vanguarda laboral; tive, junto com tantos, ensinamentos que me ajudaram, ainda, a valorizar também a hierarquia, como forma de se manter a ordem e a disciplina, bem como a interpretar como algo imprescindível em qualquer corporação militar ou civil, os princípios e as diretrizes que envolvem, até no campo da psicologia, a ação de comandar. 

Quando tive a chance de implantar dois bancos nesta Amazônia de Deus, também me vali dos meus dias na caserna, para conduzir homens e mulheres, no rumo que os motivasse a alcançar os objetivos buscados, visando ao cumprimento da missão recolhida, como honra indescritível, como responsabilidade indelegável e como missão apaixonante, nutrida em cima do orgulho de fazer parte, aqui em Rondônia, de um grupo de missionários, escolhidos por um brioso militar, o saudoso Coronel Jorge Teixeira de Oliveira, que, nesta terra do poente, ousavam construir um novo tempo de “Trabalho, Trabalho e Trabalho”. Em Roraima não foi diferente! 

No dia 25 de agosto, no dia do Soldado, me curvo reverentemente para registrar o orgulho a me inflar o peito ante a inequívoca confirmação de que as funções constitucionais de nossa Força Terrestre são cumpridas com denodo, inteligência, sabedoria, prudência, pertinácia e idealismo. 

O Exército é o Fiel Depositário do maior patrimônio público  - a geografia grandiosa do território pátrio - do qual, em nome do povo, é o grande garantidor; continua íntegro e soberano, por sua ação vigilante, que, nas fronteiras sinalizam o poder do cidadão, que se acha protegido dos incautos invasores, porque os marcos centenários fincados pelo Marechal Rondon, (outro militar exemplar, que venceu também o desafio de unir pela comunicação este País continente) continuam intocados nas divisas que nos unem aos países irmãos, mas são a marca brasileira que grita ao mundo até onde vão os limites desta Nação, que não cobiça a terra de ninguém, mas, por outro lado, acha-se atenta, para eventual avidez estrangeira nas terras que nos cabem defender e preservar. 

O Soldado brasileiro se obriga a exercer suas missões sempre com zelo, proficiência, eficácia e dinamismo. Para isso é preparado para “viver e morrer”; a agir com especial cuidado com a coisa pública e esse tema se traduz nos veículos e equipamentos antigos ainda rodando, com excelente estado geral, nos prédios conservados bem pintados e nos pátios bem limpos, que chamam a atenção. No mundo civil se observa, salvo as honrosas exceções, ao contrário, imóveis decadentes, veículos novos com mecânica e lataria sofríveis, que simbolizam dinheiro do povo tratado com desleixo e sem profissionalismo. 

Todavia, não apenas da atenção com o bem público cuida o Exército, cuja missão, por diretriz maior “visa a preparar a Força Terrestre para defender a Pátria, garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem. Participar de operações internacionais. Cumprir atribuições subsidiárias. Apoiar a política externa do País”. 

Perscrutando o futuro o Exército prevê “ser uma instituição compromissada, de forma exclusiva e perene, com o Brasil, o Estado, a Constituição e a sociedade nacional, de modo a continuar merecendo confiança e apreço, devendo ser reconhecido internacionalmente por seu profissionalismo, competência institucional e capacidade de dissuasão.” 

Que no plano interno continue sempre sendo respeitado e, na esfera externa, sempre temido por outros países rotineiramente tão vorazes em querer avançar no quinhão de terras e nas reservas estratégicas, que não lhes pertencem. Que a ambição pela Amazônia continue distante haja vista o reconhecimento internacional da nossa Força que se acha apta para rechaçar Nações e dirigentes estrangeiros que possam desejar tornar-se, pela cobiça, aventureiros e irresponsáveis. Mas eles sabem que o soldado brasileiro é também exímio guerreiro de selva... 

O Soldado brasileiro sempre bem adestrado, em função do planejamento levado a efeito, por conta de um comando lúcido e motivador, sempre se acha alerta para contribuir com os poderes constituídos, inclusive no apoio à sociedade civil, quando de calamidades ou auxiliando na limpeza de praças e vias públicas ou onde a ação voluntariosa dos nossos militares é solicitada, 

No próximo 25 de agosto, no seu dia, que o Soldado brasileiro recolha a gratidão, - tenho certeza - não de um articulista isolado, mas de toda uma sociedade, e, ainda, os melhores votos de paz e prosperidade, de ventura e afirmação, de conquistas renovadas que, sob a forma de uma bênção, pedimos a Deus, o Criador, se espalhe no seio da briosa comunidade militar integrante da família do Sexto BIS, ai entendida, também a base de Oficiais, Sub-Tenentes, Sargentos e Praças, seja aqui em Guajará-Mirim e no Forte Príncipe da Beira, seja no País todo, posto que, sempre vigilantes, guarnecem os limites de nossa geografia e vão garantindo proteção ao cidadão brasileiro. 

Fonte: Paulo Cordeiro Saldanha

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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