Sexta-feira, 23 de novembro de 2018 - 08h55

O Tio Euro veio passar uns dias aqui na
fronteira e, para honra e glória da minha família foi nosso ilustríssimo
hóspede.
Na
companhia agradabilíssima do filho Eurinho e da nora Cecy Helena desfrutamos da
excelente companhia que se traduz nos fluidos positivos que trouxeram, no
alegre convívio e no manancial de bênçãos que distribuíram e se espraiaram pela
nossa casa e por todo o entorno por onde transitaram!
Aliás,
esse meu tio adotivo, a quem amo de montão é uma pessoa especialíssima, bonita
da cabeça aos pés. Íntegro, jovial, sábio e inteligente, cada frase que expõe
vem repleta de bom humor e lições de vida.
Como
testemunha ocular de tudo o que aconteceu nesta terra de Rondon (afinal nasceu
em 1922) vindo ainda muito menino para Santa Fé, no quase baixo rio Guaporé,
viu e venceu, dando a sua contribuição, pelo menos, em tudo o que, sob os céus
das terras matogrossenses, guaporenses e rondonienses, aconteceu a partir da
década de 1930 até aqui.
No
governo Juscelino Kubitscheck, por exemplo, viu e documentou para o seu Alto Madeira
a derrubada da última árvore que permitiu a ligação terrestre entre Porto Velho
e Cuiabá, na nascida BR-29, atual 364.
Assistiu
a todas as posses de governadores, desde a primeira com o Aluízio Ferreira até
a de Confúcio Moura. Olhou com desconfiança a chegada de tantos administradores
e se comoveu com a vinda de outros que trouxeram força, energia e bons exemplos
no comando dos nossos destinos, como a do seu amigo Jorge Teixeira de Oliveira,
a quem com independência criticou e aplaudiu.
Construiu
uma exemplar família com a sua sempre saudosa Maria do Carmo Kang Tourinho,
falecida em fevereiro de 2017, clã que eleva e dignifica esta terra, pelos
filhos, netos e netas, bisnetos e bisnetas com que presentearam a humanidade
com os rebentos que se transformaram em cidadãos que abrilhantaram
espiritualmente este rincão, legando-nos agrônomo cientista, reitores, cirurgiões
dentistas, empresários, médicos, advogados e magistrada que tanto contribuíram
e contribuem para o progresso sócio-econômico de toda esta geografia.
Conversar
com o meu tio Euro Tourinho é elevar hinos à história, à cultura, ao jornalismo
da primeira hora, às lembranças e à saudade, à virtude e às emoções...
E
à cada frase e, durante toda a conversação, fazemos uma reflexão sobre a
humildade e às lições de vida que nos compete como interlocutores a seguir-lhe
o exemplo e, depois, colher a bem-aventurança dos seus ensinamentos em que ela
(a humildade) lhe é tão espontânea e lhe brota do fundo da alma como um legado
a transferir, sem que ele tenha a pretensão de outorgá-la como necessária mensagem
de vida.
Pode
ter, eventualmente, um ou outro defeito, como ser humano no particular, mas se
sabe que ele cultiva o bem na sua essência e o distribui sem querer querendo,
tanto que a sua descendência por transferência genética também o exercita,
espalhando-o como princípio, direito e obrigação espiritual.
A
amizade que lhe devoto é imensa e, eu sei, é retribuída na mesma intensidade e
já nos alcança na quinta geração, como famílias que se amam e se respeitam.
Para
mim esse meu tio Euro é um homem superior que se transfigura em anjo, um anjo
de candura devidamente definível como um Ser Superior; ou será que é um dos
Arcanjos, quem sabe um querubim, corporificado entidade de luz a serviço de
Deus aqui nesta terra?
Além
de tudo possui outra infinita virtude: sabe elevar a figura de uma mulher ao
mais sublime dos lugares, já que elas merecem ao mesmo tempo um trono e um
altar, exaltação e santificação maior do amor, da beleza, da sensibilidade e da
sedução...
Por
isso e por muito mais eu me ajoelho e beijo as suas venerandas mãos.
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