Terça-feira, 3 de abril de 2018 - 21h03

Senador Álvaro Dias, do Paraná
MONTEZUMA CRUZ
Amazônias
Desde o final de 2017, quando o caldeirão político nacional não estava tão turbulento quanto agora, o rondoniense Samuel Sales Saraiva, 60 anos, declarava apoio à possível candidatura do senador Álvaro Dias (Bloco Parlamentar Democracia e Cidadania). Segundo Saraiva, o senador do Estado do Paraná, ao qual elogia “pela visão de estadista para a política externa” é atualmente importante à sustentação da democracia.

1º à direita. com delegados do Partido Republicano, em Washington,DC
“Para reencontrar o caminho da dignidade e fazer prosperar a paz, o Brasil decente precisa de Álvaro Dias na Presidência”, apelou.
“Ele não é nenhum Messias, mas um homem correto, ex-governador notável por elevar a cidadania do homem do Paraná”, declarou pelo Whats App.
Elogia-o na atual legislatura (2015-2019, a 55ª da história, atual mandato) “por se comunicar serena e claramente, sem enrolação ou evasivas, sabendo ser firme sem ser extremista”.
Se o senador obtiver aliança partidária e for aprovado em convenção, certamente terá votos de brasileiros que moram nos Estados Unidos, com os quais Saraiva mantém permanente contato. Ele próprio já se comprometeu a conquistá-los.
Quase três décadas de vida em Washington, DC deram ao rondoniense experiência para colaborar no apoio a Álvaro Dias, de quem, eleito, espera “pulso forte na economia para retomar a imagem brasileira no cenário internacional”.
Na campanha presidencial americana, desde as primárias, Saraiva apoiou o magnata Donald Trump.

Samuel (d), com o deputado republicano por Maryland David E. Vogt, oficial dos US Marines /Foto Arquivo Pessoal
VOLUNTARIADO, SIM
Indagado se um dia voltaria ao País, disse que não o faria em busca de qualquervantagem; aceitaria sim desenvolver projetos ou programas em parcerias voluntárias. “Sou visionário em relação ao respeito à preservação ambiental e creio que o zelo pela natureza em harmônica convivência tem eloquente significado de gratidão pela própria vida em todas as manifestações perceptíveis”, afirmou.
Sugeriu esforços no fortalecimento de ações que resultem na convivência em harmonia, “sem poluir, destruir e contaminar, objetivando lucros amaldiçoados em detrimento da segurança planetária que é direito de todos, racionais e irracionais. “Invoco e defendo os Objetivos do Milênio, das Nações Unidas”, disse.
Lembrou que mais de três milhões de brasileiros moram no Exterior e se sentem privados de representação no Congresso Nacional, tendo apenas o direito de voto para Presidente. “Juntos, somos responsáveis por remessas diretas que superam US$ 8 bilhões atualmente injetados no Brasil.
AMIZADE ANTIGA
A amizade de Saraiva com Álvaro Dias intensificou-se nos anos 1980, quando ele fazia campanha contra atos arbitrários praticados pelo staff do ex-governador, coronel Jorge Teixeira de Oliveira.
“Ousei enfrentá-lo e até o processei por abuso de autoridade; na tribuna da Câmara, o então deputado apoiou-me”, lembrou citando o Diário do Congresso Nacional em edição de 27 de agosto de 1981.
Em meados de 1981, Saraiva trabalhava no recém-inaugurado Anexo IV da Câmara dos Deputados em gabinete colocado à sua disposição pelo então deputado Jerônimo Santana (PMDB-RO), que o lançou candidato e optou por não se mudar do Anexo I.
“Lá funciona como espécie de gabinete suporte para campanha de cada um”, recordou-se. “Álvaro era vizinho de gabinete, e em horas de almoço às vezes trocava impressões conosco a respeito do cenário político de então”.
Eram tempos de êxodo de paranaenses, gaúchos e capixabas para Rondônia, incentivados pela promessa do Eldorado em assentamento de projetos de colonização e integração.
Para o ex-deputado federal constituinte e ex-prefeito de Porto Velho, José Guedes, a contribuição cidadã de Saraiva suplantou a produção legislativa de dezenas de parlamentares “com mandatos medíocres”.
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