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Montezuma Cruz

Rondônia, pós-Miami: chega a hora da verdade no desenvolvimento sustentável


Rondônia, pós-Miami: chega a hora da verdade no desenvolvimento sustentável - Gente de Opinião

É possível que a participação do governador Marcos Rocha no Simpósio Sobre Inovação e Bioeconomia produza de fato melhores resultados do que até agora a população conhece a respeito desse importante setor. A viagem à Flórida (EUA) abre caminhos para a redescoberta de Rondônia em suas potencialidades florestais.

O momento foi muito propriamente adequado às atividades do  Encontro dos Estados Subnacionais Membros da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Floresta (GCF). Propicia, inclusive, o alinhamento de alguns aspectos que teimam ser postos à margem da realidade.

Ao colocar a sua assinatura na carta de proclamação da cidade de Miami com o objetivo de "haver um esforço para que os que mais necessitam possam usufruir do crescimento da economia", Sua Excelência encheu de esperanças centenas de artesãos deste estado, entre os quais, grupos de autocuidados em hanseníase que já produzem biojoias cobiçadas por europeus.

No entanto, a exemplo do movimento de todos os setores da economia, eles não vivem de brisa, ou seja: se não se consolidarem numa cooperativa forte estarão à mercê de divisões de investimentos nem sempre justas ou condizentes àquilo que fazem. Público e notório neste País: quem grita mais, recebe mais, e as maravilhas do artesanato amazônico correm o risco de sobreviverem ocultas e de certa forma desprezadas.

Entre outros aspectos, Marcos Rocha falou em Miami na possibilidade de "construir novas oportunidades de negócios com investidores globais e debater os temas estratégicos para o futuro do planeta.” 

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Quatro anos atrás, Maria Marluz de Carvalho, de Ouro Preto do Oeste, a 330 quilômetros de Porto Velho, trabalhava no grupo de autocuidado de sua cidade e depois de participar de uma oficina de gastronomia iniciou a produção de biscoitos, sendo convidada a produzir biojoias com sementes nativas.

Esse e outros exemplos trazem à luz a oportunidade única e talvez inadiável de organizar o desenvolvimento sustentável em Rondônia: 1) com atenção plena da Sedam ao dever de casa, no que diz respeito a permitir o êxito da agricultura e da criação bovina ao mesmo tempo em que combate ao desmatamento criminoso;

1) O Sebrae conhece do ramo há algumas décadas e pode ser chamado a ser um dos fortes parceiros dos artesãos pobres deste estado;

2) Rigorosa cobrança do governador e seus assessores econômicos deve ser imposta à política pública que por ventura seja aprovada pela Assembleia Legislativa de Rondônia e vista com "bons olhos" pelo Tribunal de Contas, organizações não-governamentais e por aqueles que apoiam diretamente a saúde dos artesãos, a exemplo do Hospital Marcelinas. Obviamente, essa atenção pode ser dada a todos mais bafejados pela sorte, pela saúde "em dia", e pela competência do seu trabalho.

3) Chamar à parceria, também, parlamentares e empresários que conseguem enxergar o fato de o estado não ser movido somente pelo agronegócio, mas por uma enorme rede de serviços gerais e pela imensurável riqueza de sua floresta hoje facilmente vigiada por satélite e acompanhada por computadores de telas gigantes instalados na Sedam.

EM TEMPO:
Este é um bom momento para que os observatórios econômicos governamentais passem a informar aos brasileiros e estrangeiros a cotação do quilo do látex pago em Unidades de Conservação de Rondônia.

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* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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