Sábado, 30 de julho de 2016 - 20h26
Montezuma Cruz
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) enviará no próximo dia dez de agosto um arqueólogo para visitar as 29 bacias encontradas pelo farmacêutico bioquímico e pesquisador autônomo Joaquim Cunha da Silva numa área a cem quilômetros da sede do município de Alta Floresta do Oeste, a mais de 400 quilômetros de Porto Velho.
“Recebi um telefonema de Brasília me comunicando finalmente a visita esperada desde 2009”, ele contou no fim de semana. O representante do Iphan, cujo nome não foi anunciado a Cunha, visitará também o Museu Palácio da Memória, atualmente em fase de estruturação no Palácio Presidente Vargas, antiga sede do governo estadual.
As 29 bacias situam-se na cachoeira do Rio Consuelo. Noutra rocha próxima Cunha localizou mais sete bacias que indicariam dias da semana e fases da lua.
Segundo estudos de Cunha correspondem ao calendário lunar. “São 29 furos que finalmente serão avaliados”, comentou.
Ele incursionou na área inicialmente naquele ano, quando buscava o reconhecimento de geoglifos com características andinas e aruaques no sítio arqueológico conhecido por Eldorado Paititi.
“O altar fica num lugar rico e já foi relatado às autoridades na condição de sítio arqueológico, pois tem restos de cerâmica, artefatos líticos, terra preta, terraços agrícolas e pedaços de urnas funerárias”, relatou o pesquisador.
Segundo explicou, os geoglifos antropomorfos e zoomorfos [semelhantes ao homem e aos animais] constituem a elevação que se tornou conhecida por Pirâmide do Condor, no Distrito de Filadélfia.
Cunha acredita que o altar seria antigamente utilizado por ancestrais indígenas que habitaram a região que só veio a ser conhecida por Zona da Mata no século passado.
“Certamente, tivera a função de abrigar rituais com os quais esses povos obedecessem e entrassem em contato com o seu mundo, o reflexo dos astros e das estrelas que iluminavam suas vidas, e também onde pudessem fazer previsões de plantio e collheita”, opinou Cunha.
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