Quinta-feira, 1 de dezembro de 2011 - 16h16
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MONTEZUMA CRUZ
Editor de Amazônias
Falava-se numa produção de seis toneladas de ouro no final de 1985, o que significava um aumento de 200% em relação ao ano anterior. O Rio Madeira tornava-se o mais famoso dos rios para a Secretaria da Receita Federal.
O jornalista Ildefonso Valentim Rodrigues, na época contato comercial do jornal O Garimpeiro, trazia as boas-novas à Redação: 84 mil cruzeiros o grama de ouro e 23 mil cruzeiros o quilo de cassiterita – eram as cotações. Com tantas lojas funcionando, sempre havia um pouco do metal em cada uma. A “safra” disparava, diziam-lhe os comerciantes, satisfeitos.
Na primeira semana de agosto muitas firmas tiveram que parar de comprar, porque o dinheiro sacado dos bancos para o reforço do caixa rapidamente desaparecera. Cerca de 70% da produção vinha do Garimpo de Periquitos, atestavam os comerciantes.
Com esse bamburro também aumentava a procura de documentação, informava a Delegacia da Receita Federal. Uma média de trinta garimpeiros comparecia diariamente à Secretaria Estadual da Fazenda para receber a carteirinha de identificação que lhes permitia circular com o ouro sem correr o risco de o produto do seu trabalho ser apreendido pela fiscalização. O registro custava 39,2 mil cruzeiros.
Anteriormente a essa fase, o contrabando vinha tirando o sono da fiscalização e do governo.
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