Segunda-feira, 10 de outubro de 2016 - 16h16

Amazônias
O presidente do Conselho de Administração da Associação de Preservação do Patrimônio Histórico e Amigos da Madeira-Mamoré (Amma), arquiteto Luiz Leite de Oliveira, encaminhou ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (Fiero) pedido de apoio ao projeto de instalação do Museu Internacional Trilhos e Sonhos, na esquina das ruas Euclides da Cunha com Henrique Dias, perto do Prédio do Relógio.
O futuro museu conta com 2 mil imagens para digitalização, por isso busca apoio de instituições e do Governo de Rondônia.

Em 7 de setembro de 1912 — Da esquerda para a direita, o engenheiro projetista Fernando J. Torras é o terceiro homem (na frente da bandeira americana). Está junto a outros engenheiros e topógrafos que cantaram o hino norte-americano, felizes pela conclusão de uma obra arrojada na selva amazônica, cujas dificuldades de construção a tornaram uma das mais famosas do mundo.
“A preservação é incontestável. Estamos à disposição, vamos analisar o projeto e no que pudermos, ajudaremos”, disse Thomé.
O presidente do Conselho, empresário Chagas Neto, lembrou o anterior funcionamento do trem com finalidades turísticas, no trecho de sete quilômetros entre as estações de Porto Velho e Santo Antônio do Rio Madeira.
Lembrou do esforço do ex-governador Jorge Teixeira de Oliveira em recuperar o trem nos anos 1980, entretanto, lamentou que depois “não houve mais interesse”.
Chagas Neto destacou aos membros da Amma e do Sindicato dos Soldados da Borracha que o Conselho de Representação da Fiero reúne empresários da Capital e do Interior do Estado. “Estamos imbuídos dos melhores propósitos em ajudar a preservar a memória da EFMM”.
“A estrutura do Estado de Rondônia está aqui presente, eu me sinto honrado de estar com os senhores”, elogiou o arquiteto Luiz Leite.
Aos empresários reunidos na sala de reuniões da sede da Fiero, o arquiteto apresentou seu filme O delírio – Dreams and tracks – Trilhos e sonhos.

A ponte de Jacy-Paraná, durante as inundações de 2014. Ela foi elevada por guindastes para ficar acima do nível da água. Tem quase cem metros de vão livre.
Anteriormente mostrado em um congresso internacional em Manaus (AM), o filme também será levado à Universidade São Paulo (USP) em novembro. A trilha tem Villa-Lobos, Piazzolla, Strauss, Tchaikovsky, Zequinha de Abreu, Ari Barroso, Walter Bártolo e a Escola de Samba Grande Rio.
Segundo o arquiteto, o filme é um grito e nele “vale tudo”: espionagem, trama policial, trapaça, corrupção, morte para silenciar inocentes, prisões, perseguições a ribeirinhos, índios, peixes, animais e floresta.
“Em 2014, ele disse, Porto Velho, vilas e distritos ficaram submersas por causa do banditismo político; adulteraram a Constituição e os Tombamentos, enquanto instituições governamentais foram aparelhadas para que se construíssem as usinas no Rio Madeira”.
“O filme serviria apenas para mostrar a relíquia referente à memória, à história e à luta pela reativação da EFMM, mas evoluiu na sequência, deparando-se com outra realidade no Vale das cachoeiras no Rio Madeira. Procurou retratar, mesmo que superficialmente uma realidade estarrecedora”, comentou.

Para o arquiteto, as usinas hidrelétricas no Madeira “fizeram eclodir uma guerra que levou mais benefícios ao sul do País do que a Rondônia”. “Uma guerra silenciosa, não declarada, porém, apontada apenas por um lado, aos inocentes, que permitiram a instalação de uma bandidagem política, enquanto a submersão no alto Madeira, a destruição furiosa ao meio ambiente acarretou graves consequências humanas e sociais; foram dois monstros elétricos”, assinalou.
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